Em 2015, motorista perseguiu e disparou contra veículo, conforme denúncia, após briga de trânsito. Mulher e um dos filhos que estavam no carro sofreram lesões graves.

Ana Cristina voltava de shopping com filhos quando eles foram baleados em Novo Hamburgo, RS — Foto: Rogério Neves/arquivo pessoal
Ana Cristina voltava de shopping com filhos quando eles foram baleados em Novo Hamburgo, RS — Foto: Rogério Neves/arquivo pessoal

Um homem acusado de atirar contra uma mulher e um filho dela em Novo Hamburgo, na Região Metropolitana de Porto Alegre, durante um desentendimento no trânsito em 2015, foi condenado a 30 anos de prisão, nesta terça-feira (25). Dirceu Pereira Brum, de 39 anos, respondeu por três tentativas de homicídio triplamente qualificadas.

Ana Cristina Nalovaiko, então com 34 anos, e o filho, então com 12, foram atingidos pelo mesmo disparo após terem sido perseguidos por Dirceu, no dia 27 de setembro daquele ano. A bala perfurou a barriga da mulher e se alojou na coluna do menino. No carro também estava o outro filho de Ana Cristina.

O homem estava foragido havia dois anos quando cometeu o crime, por tentativa de homicídio.

A investigação apontou que os disparos teriam sido motivados por um desentendimento no trânsito. O carro da família foi perseguido por um trajeto de cerca de 10 km, após sair de um shopping.

A bala perfurou a barriga da mulher e se alojou na coluna da criança, que estava no banco do carona. Ana Cristina perdeu parte dos pulmões e do fígado, e Gustavo teve a mobilidade comprometida.

O outro filho não se feriu. O suspeito fugiu logo após atirar contra os dois.

Os jurados consideraram Brum culpado por três tentativas de homicídios. A pena total foi fixada em 37 anos e quatro meses de prisão. A juíza Angela Roberta Paps Dumerque, no entanto, reduziu a sentença a 30 anos, que é o limite máximo determinado pelo Código Penal.

Dirceu, que se entregou à polícia dias depois do crime, não terá direito a recorrer em liberdade.

Defesa entende que houve excesso

O advogado de Brum, Antonio Elpidio Fagundes, considera que houve excesso na pena aplicada ao cliente. “Foi efetuado um disparo na porta dianteira do veículo. O menino que estava no banco de trás também figurou como vítima. Mas ele deveria figurar como testemunha”, comenta.

Além disso, Fagundes pontua que nenhum vestígio de pólvora ou chumbo foi encontrado no carro apreendido, nem nas mãos dele, quando se apresentou à polícia. O advogado diz que estudará as possibilidades e recorrerá da decisão.

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