Sítio Buraco Fundo é o primeiro da região do Vale do Rio Pardo a realizar a reabilitação de aves capturadas de traficantes. Local abriga em torno de mil animais.

Aves resgatadas de traficantes são os primeiros animais, mas insitituto espera receber bugios e felinos — Foto: Paula Kist / Divulgação
Aves resgatadas de traficantes são os primeiros animais, mas insitituto espera receber bugios e felinos — Foto: Paula Kist / Divulgação

Um sítio em Vale Verde, no Vale do Rio Pardo, passa a ser o primeiro centro de recuperação de animais silvestres capturados pelo Ibama da região. Aves silvestres que saírem das mãos dos traficantes agora terão um local para se reabilitarem no sítio Buraco Fundo.

O local, a cerca de 50 quilômetros de Santa Cruz do Sul, já abriga aproximadamente mil animais, inclusive domésticos. A partir de agora, recebe também os silvestres que precisam de cuidados.

“Já tivemos uma soltura aqui no sítio, há mais ou menos duas semanas”, conta a proprietária do sítio, Paula Kist. “Os pássaros que virão foram apreendidos pelo Ibama em ações contra o tráfico de animais. Eles vão a Porto Alegre e, se o Ibama der o ‘ok’, eles são soltos novamente na natureza.”

Após a primeira soltura de aves, no início de setembro, os animais passam agora pela reabilitação. Na primeira etapa, são oferecidos dois viveiros. O primeiro abriga as aves que não podem ser soltas na natureza por estarem com algum problema de saúde. No outro, chamado de corredor de voo, elas reaprendem a voar e são soltas assim que estiverem recuperadas.

“Vieram animais que são dessa região, mas que já não existiam mais, como o bico-duro, o bico-de-pimenta. Também trouxeram trinca-ferro, e até um gambá, que foi criado como bicho doméstico, dentro de casa, e que pela primeira vez teve a oportunidade de sentir como é estar na natureza”, explica a proprietária.

A equipe do sítio espera construir uma gaiola para receber outros animais, como bugios e felinos.

O cuidado é todo feito pela equipe do sítio, e o trabalho é voluntário. Por isso, Paula alerta sobre a importância de toda a comunidade ajudar a causa, que, segundo ela, não é só nossa do sítio, mas da cidade de Vale Verde e da região:

“Os animais domésticos do sítio são por nossa conta. Os que virão do Ibama terão todo o suporte do instituto. Temos a responsabilidade de alimentar e cuidar.”

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