Natalino Uggioni explicou que retorno de aulas presenciais previsto para agosto é avaliado pela condição epidemiológica de Santa Catarina. Secretário de Educação de SC fala sobre aulas à distância na rede pública durante pandemia
O secretário de Estado da Educação de Santa Catarina, Natalino Uggioni, afirmou nesta sexta-feira (12) que o estado trabalha com a possibilidade de retomar as aulas presenciais no mês de agosto, dependendo das condições epidemiológicas do estado. As aulas estão suspensas desde março. Enquanto isso, o Conselho Tutelar deve passar a atuar nos casos de estudantes que não estejam participando das aulas à distância prevista no plano estadual.
“Trabalhamos com a possibilidade da liberação das aulas presenciais no nível superior no dia 6 de julho e trabalhamos com a possibilidade da retomada das aulas presenciais no dia 3 de agosto. Esses intervalos é para que, justamente, a gente possa avaliar, juntamente com a secretaria da Saúde, se as condições do estado em termos de saúde nos permitirão a liberação nestas datas propostas”, disse.
Uggioni afirmou que será levada em conta uma análise do impacto das liberações que já ocorreram no estado, como as atividades laboratoriais, estágios obrigatórios e cursos livres, autorizados a retornarem no dia 8 de junho.
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Na quarta-feira (10), o Estado participou de uma reunião com representantes dos municípios para discutir o tema. Uma nova discussão será feita na próxima semana para debater o protocolo adotado no retorno das atividades presenciais no estado.
A reunião será feita pelo grupo técnico da pasta, conforme o secretário, levando em conta também informações fornecidas pelo Conselho Estadual de Educação, Ministério Público, Tribunal de Contas, Fundação Catarinense de Educação Especial, Secretaria de Estado da Saúde, Defesa Civil, sindicato dos professores e o das escolas particulares.
Conselho Tutelar
O secretário da Educação afirmou ainda que o Conselho Tutelar pode começar a atuar nos casos de estudantes que não estejam participando das aulas à distância prevista no plano estadual.
De acordo com ele, há 34 mil estudantes nesta situação, a maioria deles do ensino médio, conforme levantamento feito pelas escolas, e o Estado está tentando chegar nesses alunos.
“Não podemos deixar nenhum para trás. Estamos com uma ação para tentar interagir com esses que por alguma razão, não sabemos qual, não estão participando. O objetivo é alcançar a totalidade de alunos”, disse.
As escolas fazem acompanhamento diário e semanal dos estudantes da rede pública que participam das atividades online e buscam o material impresso nas unidades.
“Essa interação começa, evidentemente, pela equipe gestora da escola e agora nós estamos acionando também outros parceiros, como Conselho Tutelar, temos o grupo Apoia, são ações que convergem neste sentido. (…) Se for necessário, inclusive, indo até as residências para conversar com eles e com os seus pais”, disse.
Em maio, segundo o sindicato dos professores e a própria secretaria de Educação, havia alunos que não estavam conseguindo acompanhar as atividades por dificuldades de acesso à internet ou de buscar material na escola.
Retorno ao mesmo tempo em todas as cidades
O secretário da Educação ressaltou que a previsão vai depender das condições epidemiológicas do estado para que não seja preciso “reverter e voltar atrás”, no caso de uma sobrecarga no sistema de saúde após a liberação.
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Valéria Martins/G1
A ideia, segundo ele, é que o retorno das atividades ocorra em todos os municípios do estado ao mesmo tempo, nas redes estaduais e municipais, a partir de um “alinhamento estratégico”. Para isso, será utilizada a ferramenta de gestão que acompanha o desenvolvimento da pandemia em cada região do estado.
“O mesmo ônibus que leva um estudante da rede pública estadual leva os estudantes da rede pública municipal até as escolas. Nós temos professores que ministram aulas na rede pública estadual e na rede pública municipal, professores que ministram aulas em mais de um município. Nós temos escolas que são compartilhadas, estado e municípios usam o mesmo ambiente físico para lecionar. (…) Se um município iniciar antes que outro, nós teremos muito mais dificuldade em fazer a gestão”, explicou.
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Julio Cavalheiro/Governo do Estado de Santa Catarina
Em relação a um possível atraso no processo de aprendizagem do próximo ano, Uggioni disse que os conteúdos deste ano têm sido conciliado com os de 2021 e não descartou a possibilidade do ano letivo ser estendido em dezembro nem a realização de atividades aos fins de semana e no contraturno.
A revisão deve ser feita primeiramente com quem teve mais dificuldades de acompanhar os conteúdos.
“Vamos iniciar com uma ampla recapitulação. Até agora, a orientação que passamos para os professores é para que eles deixem [para] fazer a avaliação formal depois da retomada, depois que nós fizermos essa ampla recapitulação, depois que nós trouxermos todos os estudantes para o mesmo patamar, garantindo a assimilação desse conteúdo que foi trabalhado para darmos sequência até o final do ano”, disse.
Atraso na entrega da merenda escolar
Com a suspensão das aulas por causa da pandemia, o envio de merenda escolar diretamente para a família dos estudantes foi aprovado pela Congresso Nacional.
No dia 6 de abril, Natalino Uggioni afirmou que um levantamento estava sendo feito pela secretaria estadual para a entrega dos kits e o governo chegou a afirmar que a distribuição ocorreria “nos próximos dias”.
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A entrega começou a ser feita no dia 5 de junho em determinadas regiões, cerca de dois meses depois. Nesta manhã, o secretário afirmou que a distribuição tem sido um “desafio grande na pasta da educação” no estado.
‘Nós tivemos que realizar um processo licitatório para contratar as empresas que nos ajudarão a montar os kits e fazer a entrega”, disse o secretário.
Segundo ele, ainda nesta sexta-feira serão disponibilizados calendários por regiões para a entrega dos kits alimentação correspondentes ao meses de maio, junho e julho.
“As entregas acontecerão a partir da próxima semana conforme os calendários que serão disponibilizados nos meios oficiais da secretaria de estado da educação”, afirmou.
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