Na quarta-feira (10), Ibovespa fechou em queda de 2,13%, a 94.685 pontos. Painel da B3 – Bovespa
Nelson Almeida/ AFP
O principal índice da bolsa de valores brasileira, a B3, opera em forte queda nesta sexta-feira (12), na reabertura do mercado de ações no país após feriado na véspera e um forte tombo nas bolsas dos EUA e da Europa por temores de uma segunda onda de contágio por coronavírus e incertezas sobre o ritmo de recuperação da economia.
Às 11h48, o Ibovespa caía 2,35%, a 92.463 pontos. Mais cedo, chegou a cair 3%. Veja mais cotações.
Entre as maiores quedas, Gol e Azul recuavam mais de 4%. Já a Petrobras tinha queda ao redor de 3%.
Já o dólar opera em forte alta, voltando a ser negociado acima de R$ 5.
Na quarta-feira, a Bolsa já tinha registrado queda de 2,13%, encerrando a sessão a 94.685 pontos. Na parcial do mês, entretanto, o Ibovespa ainda acumula alta de 8,33%. No ano, a perda é de 18,12%.
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Cenário externo e local
As bolsas da Europa e dos EUA operam em alta nesta sexta, após forte tombo na véspera, com as graves perspectivas econômicas divulgadas pelo Federal Reserve (Fed, o Banco Central dos EUA) e os crescentes casos de coronavírus nos Estados Unidos lembrando os investidores de que os danos econômicos causados pela pandemia estão longe de terminar.
Na véspera, Wall Street registrou o pior pregão em quase três meses, em um mercado preocupado com as incertezas sobre a economia e a saúde nos Estados Unidos, após o BC dos EUA ter projetado que a economia norte-americana deve recuar 6,5% em 2020, enquanto o desemprego deve fechar o ano ainda em 9,3%.
No cenário doméstico, permaneceram as incertezas sobre a perspectivas de recuperação da economia, em meio a um cenário de permanente avanço do número de novos casos diários da Covid-19 e de tensões políticas.
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Nesta semana, os economistas do mercado financeiro reduziram novamente a previsão para o Produto Interno Bruto (PIB) em 2020, conforme boletim “Focus” do Banco Central. A projeção passou de uma queda de 6,25% para um tombo de 6,48%.
Já a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) estimou uma contração de pelo menos 7,4% para o PIB do Brasil neste ano, podendo chegar a um tombo de 9,1% em caso de segunda onda da pandemia e necessidade de regresso aos confinamentos.
Pesquisa divulgada nesta sexta pela Febraban mostra que a maioria dos brasileiros bancarizados (74%) prevê que a economia vai levar pelo menos um ano para se recuperar dos impactos da pandemia.
Variação do Ibovespa em 2020
Economia/G1
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