Resultado previsto pelos economistas engloba aumento de gastos públicos para combater a pandemia do novo coronavírus e impacto da baixa atividade econômica. Analistas de instituições financeiras e de consultorias elevaram, em junho, a estimativa para o déficit primário das contas do governo neste ano para R$ 708,876 bilhões, informou o Ministério da Economia nesta sexta-feira (12).
No levantamento anterior, feito em maio, os economistas previam que o rombo das contas públicas neste ano ficaria em R$ 571,409 bilhões em 2020. A diferença entre os valores é de 24%.
Para 2021, os economistas já estimam um déficit primário de R$ 200 bilhões nas contas do governo, contra a estimativa anterior (de maio) de um rombo de R$ 169,402 bilhões.
Secretário do Tesouro, Mansueto Almeida, também prevê rombo na casa de R$ 700 bilhões em 2020
As projeções constam no mais recente levantamento feito pela Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda com 53 instituições financeiras e consultorias, divulgado por meio do chamado “Prisma Fiscal”.
O conceito de déficit quer dizer que as despesas superaram as receitas – e o termo “primário” indica que, no cálculo, não foram considerados os gastos com juros da dívida. No ano passado, o déficit somou R$ 61,872 bilhões (0,85% do PIB).
A projeção dos analistas superou a última estimativa da Secretaria do Tesouro Nacional, divulgada no fim de maio. Naquele momento, o órgão projetou um rombo nas contas do governo de R$ 675,7 bilhões neste ano, o equivalente a 9,4% do PIB. Se confirmado, será o maior rombo da série histórica da instituição, que tem início em 1997.
Para este ano, o governo tinha de atingir uma meta de déficit primário até R$ 124,1 bilhões. Entretanto, com o decreto de calamidade pública, proposto pelo governo e aprovado pelo Congresso Nacional por conta da pandemia do coronavírus, não será mais necessário atingir esse valor.
Pandemia do coronavírus
O aumento do rombo nas contas públicas acontece em meio à pandemia do novo coronavírus, momento no qual o governo tem autorizado aumento despesas autorizadas para combater a crise, seja na área de saúde ou para evitar o aumento do desemprego e auxiliar os vulneráveis.
Além da alta nos gastos, a arrecadação também está caindo por conta do menor nível de atividade.
“É importante destacar que o governo federal vem implementando um amplo conjunto de medidas em resposta à pandemia. Essas medidas incluem o direcionamento de recursos para a área de saúde; a transferência de renda para os mais vulneráveis; ações para fomentar o mercado de crédito; preservação de empresas e empregos; e transferências de recursos para estados, Distrito Federal e municípios”, informou a Secretaria de Política Econômica.
De acordo com painel do Tesouro Nacional, foram gastos, até esta quinta-feira (11), R$ 135,8 bilhões dos R$ 404,2 bilhões autorizados, por meio de leis, para o enfrentamento da pandemia.
Nas despesas, as principais ações do governo anunciadas até o momento são:
auxílio emergencial de R$ 600 pessoas em situação de vulnerabilidade, com estimativa de pagamento de mais de R$ 150 bilhões em 2020. Se estendido por mais dois meses, no valor de R$ 300, a conta pode superar R$ 200 bilhões, informou o Ministério da Economia.
benefício emergencial para manutenção do emprego e renda, benefício pago pelo governo para trabalhadores que tiveram seu contrato suspenso ou jornada reduzida;
pacote de auxílio aos estados e municípios, com transferência de R$ 60 bilhões aos entes da federação e suspensão de dívidas com a União.
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