‘Barracão Digital’ conta com mais de 20 profissionais em trabalho voluntário. Por enquanto, apenas moradores de Porto Alegre e Curumim têm acesso. Objetivo é expandir para outras cidades e estados do país. Veja como funciona o atendimento no Barracão Digital
Um grupo de médicos se uniu em uma plataforma para atender à distância pacientes com sintomas do coronavírus. O projeto começou com dois cardiologistas, e agora, já são mais de 20 profissionais atendendo gratuitamente moradores de Porto Alegre e do distrito de Curumim, em Capão da Canoa, no Litoral Norte do Rio Grande do Sul.
A ideia é oferecer mais segurança aos pacientes que apresentam um quadro leve e sem gravidade, para que eles tenham atendimento médico, mas sem precisar sair de casa.
O Barracão Digital funciona como uma triagem, evitando o contato dos casos suspeitos com os não-suspeitos. O atendimento é feito numa plataforma online que permite uma conversa por chat ou vídeo (confira no vídeo acima).
“Sendo um médico da região, podemos entrar em contato com as equipes da emergência e organizar o acolhimento do paciente de maneira mais ágil e segura”, pontua o médico e idealizador do projeto Pedro Piccaro.
Quando observado um quadro de maior gravidade no paciente em atendimento, é enviado um kit com termômetro, oxímetro e esfigmomanômetro – para que a própria pessoa possa verificar a temperatura, taxa de oxigenação e pressão sanguínea, respectivamente.
“É a minoria dos casos, e tem o custo da entrega que é coberto por doações”, pontua Pedro.
Médico mostra kit que é enviado para casa dos pacientes em plataforma de atendimento
Em Porto Alegre, já há atendimento nos bairros Cidade baixa, Praia de Belas, Cidade baixa, Nonoai, Cristal, Ipanema, Rio Branco, Bom Fim, Santana, Bela Vista, Santa Cecília e Auxiliadora.
Todo o projeto tem o apoio da Fábrica do Futuro, que atua como incubadora de iniciativas da sociedade civil.
“O projeto foi criado por médicos voluntários, a gente está apoiando na formalização do projeto, com conta bancária, CNPJ e mentoria, para que o projeto consiga se estruturar e receber a escalabilidade necessária”, explica Amaralina Xavier, diretora executiva do Instituto Fábrica.
Por se tratar de uma iniciativa que busca regionalizar o atendimento de pacientes, os idealizadores do Barracão querem ampliar o projeto para mais cidades do estado, e também do país.
“A ideia é que sejam formados ‘barracões online’ independentes e com gestão de equipe próprias. Sugerimos um número mínimo de 5 médicos para começar atendimento em uma região, e cada equipe define uma região geográfica para atender”, explica Pedro.
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Foto: Infografia/G1
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