Até esta quinta-feira (11), estado já registrava mais de 75 mil casos e 7.363 mortes. Para especialista, flexibilização da quarentena tende a ser um ‘desastre’ no estado. Já faz cem dias desde que o primeiro caso de coronavírus foi confirmado no estado do Rio de Janeiro. De lá para cá, o número de casos e mortes só aumentou. No entanto, as medidas de flexibilização do isolamento social já começaram na capital e no estado.
Foi no dia 5 de março que o então secretário de Saúde do estado, Edmar Santos, confirmou o primeiro caso de coronavirus. O registro foi feito em Barra Mansa, no Sul Fluminense.
Duas semanas depois, o Rio começou a mudar de cara. Os serviços públicos começaram a ser suspensos. No dia 17 de março, um decreto estadual fechou shoppings e restringiu o transporte intermunicipal e a região metropolitana foi isolada.
No mesmo dia do decreto, morreu Dona Cleonilce, de 63 anos. Moradora de Miguel Pereira, no Sul do estado, ela trabalhava como empregada doméstica e pode ter contraído a doença no Leblon, Zona Sul da capital, na casa da patroa, que tinha acabado de voltar da Itália.
A confirmação de que a morte de Cleonilce se deu em decorrência da Covid-19 só veio dois dias depois.
Desde esta primeira morte confirmada, os números da pandemia no estado foram tomando proporções cada vez maiores. Segundo o último boletim divulgado pela Secretaria Estadual de Saúde, até esta quinta-feira (11) havia 75.775 casos confirmados de Covid-19 e 7.363 mortes pela doença.
“O fato de nós não termos feito um fechamento mais rígido, um distanciamento social mais rígido como muitas vezes nós recomendamos que fosse feito no Rio de Janeiro. Pelas particularidades demográficas do Rio de Janeiro, nós sabíamos que a epidemia sairia das classes mais altas e que iria com vetores de disseminação para as comunidades, para as classes mais pobres. Tudo isso aconteceu como, digamos assim, uma crônica anunciada, como nós dissemos”, enfatizou a infectologista Margareth Dalcomo.
Em meio às denúncias de corrupção e troca de secretários, mais de três meses se passaram. Os hospitais de campanha ainda são uma promessa. Das sete unidades previstas pelo governo estadual, só a do Maracanã está funcionando e, mesmo assim, abaixo da capacidade.
Nesta quinta-feira, o secretário estadual de Saúde, Fernando Ferry, voltou a dar um novo prazo de inauguração para os hospitais de São Gonçalo e Nova Iguaçu.
“São Gonçalo e Nova Iguaçu já estão com tudo preparado, tudo prontinho, para a gente começar nessa semana. A gente até queria começar amanhã, mas o feriado atrapalhou. Possivelmente, segunda ou terça a gente vai fazer novamente essa vistoria e entregar para população com tudo completo para ele poder funcionar plenamente”, disse Ferry.
Desde o dia 2 de junho, o Rio começou a flexibilizar as medidas de isolamento social. Shoppings voltaram a reabrir no dia 11 com horário reduzido. As atividades ao ar livre estão liberadas.
Para a infectologista Margareth Dalcomo, a flexibilização do isolamento tende a ser um desastre no estado.
”De modo geral, essa abertura de shoppings centers, por exemplo, de locais de grande aglomeração, eu considero particularmente um desastre. Porque com a demora, existe um tempo para que as coisas ocorram e clinicamente a doença se manifestar. Vamos ver o que nós vamos dizer daqui a doze dias, ou catorze dias”, enfatizou.
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