Os cinemas ao ar livre reapareceram em estacionamentos adaptados, com telas de alta resolução. O som é captado no rádio do carro, por meio de uma frequência exclusiva. Em Curitiba, público volta ao passado com cinema drive-in e tem até pedido de casamento
Uma opção de lazer que andava bem esquecida voltou a ser um programão nesta pandemia.
Parece um túnel do tempo que nos leva direto ao passado. “Pensei que a gente estava na década de 70, 80, época do cinema “para fora”, conta Ulisses Poli, autônomo.
E a fila na entrada é do tamanho da saudade. “Não está podendo ir ao cinema, então a gente mata a saudade da telona no drive-in”, diz Vanessa Guimarães, corretora.
Os cinemas ao ar livre reapareceram em estacionamentos adaptados, com telas de alta resolução. O som é captado no rádio do carro, por meio de uma frequência exclusiva.
É um olho na diversão e outro na segurança. Os ingressos são comprados com antecedência pela internet para evitar aglomerações. Número de vagas reduzido para manter o distanciamento entre os carros.
Durante a sessão, as pessoas não podem sair do carro e ficar circulando. Se precisar ir ao banheiro tem de usar proteção, a máscara é obrigatória. Bateu a fome, aquela vontade de comer uma pipoquinha para acompanhar o filme? É só chamar o garçom ligando o pisca-alerta.
“Nesse atual momento as pessoas poderem sair, com segurança sem contato, acho que é o entretenimento da vez”, destaca Athayde Neto, empresário.
Em cartaz, clássicos, dramas e muito romance. Dentro e fora das telas. Wanderson aproveitou a sessão no drive-in para surpreender a namorada: “eu falei ‘amor, você no telão’. Ele falou: ‘assiste é uma homenagem para você’.
Era um pedido, muito especial: “Jennifer de Oliveira, aceita se casar comigo?”.
“Eu achei que era só uma homenagem, não um pedido de casamento, me emocionei bastante”, conta Jenifer Oliveira, assistente administrativo. Um sucesso de público, com final feliz.

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