Webinar da TV TEM reuniu convidados ligados ao setor. Encontro online discute agronegócio na pandemia
TV TEM/Reprodução
É um setor que não para e que movimenta a engrenagem da economia. Do campo vêm recordes seguidos de produção. Uma riqueza que brota da terra e que garante renda para muita gente.
Mas o que aconteceu com o agronegócio durante a pandemia? O trabalho ficou mais difícil em algumas atividades, só que segue a rotina de produzir para alimentar o brasileiro e abastecer muitos mercados ao redor do mundo.
O agronegócio foi o único setor da economia que cresceu durante os últimos meses. Apesar da pandemia, o PIB do setor agropecuário deve ter uma alta de 2,5% este ano. É o que diz o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). E isso tem a ver, principalmente, com a safra de grãos. Mesmo em um cenário de maior risco por conta do impacto da Covid 19, o aumento estimado é de 1,3%.
A situação atual foi discutida em um encontro online entre convidados ligados ao setor e a TV TEM.
O diretor executivo da Brookfield Brasil, Renato Cavalini, disse que o trabalho na agricultura e na pecuária segue normal, diferentemente de outros setores da empresa, onde a paralisação chega a 100%.
O secretário de Agricultura e Abastecimento de São Paulo, Gustavo Junqueira, destacou que o agro foi o setor mais bem preparado para receber a pandemia, mas que também registrou fatalidades e prejuízos econômicos.
(Vídeo: veja a reportagem exibida no programa em 14/06/2020)
Encontro online discute agronegócio na pandemia
No setor sucroenergético, duas realidades: menos carros nas ruas, menor consumo e redução da produção de etanol. Mas a saída foi apostar no açúcar. Jacyr Costa Filho, membro do comitê executivo do grupo Tereos, explicou que as usinas em condições de fabricar açúcar podem aproveitar o momento de mercado internacional propício, principalmente devido à queda do mercado da Tailândia.
Na produção do dia a dia, os cuidados aumentaram e algumas mudanças vieram para ficar.
Teresa Vendramini, que preside a Sociedade Rural Brasileira, lembrou que o agro já usa muito os EPIs e que, provavelmente, isso irá aumentar. Ela reforça que a segurança do alimento vai ser um assunto ainda mais em evidência.
Este ano, o faturamento do agronegócio deve subir 7% em relação ao ano passado, atingindo R$ 700 bilhões, de acordo com o Ministério da Agricultura.
O agronegócio brasileiro é reconhecido pela competitividade. Acordos com outros países, como o do Mercosul e União Européia, são vistos como uma grande oportunidade.
Foram muitos avanços nos últimos anos, mas um cenário desafiador continua diante do agronegócio brasileiro: ser ainda mais eficiente e melhorar a imagem do produto nacional.
Para Renato Cavalini, para o produtor brasileiro ganhar mercado, a propaganda deve mostrar o quanto o nosso produto respeita as condições que o planeta nos impõe.
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