Com a chegada de novos equipamentos, polo de atendimento passa a contar com 15 vagas para casos graves. Início do inverno deixa autoridades em alerta para aumento de casos. Chegada de dez novos respiradores diminui taxa de ocupação de UTIs em Franca, SP
Dez novos respiradores foram instalados no Pronto-Socorro Municipal de Franca (SP), que foi transformado em um polo de atendimento a moradores com sintomas de coronavírus. Os equipamentos estão sendo calibrados e devem estar prontos para uso em breve.
Com a instalação, o pronto-socorro Álvaro Azzuz passa a ter 15 respiradores. Cada um abre um novo leito de Unidade de Terapia Intensiva (UTI), essencial para o tratamento de pacientes com quadro grave de Covid-19.
Franca (SP) recebe dez respiradores e instala equipamentos no Pronto-Socorro Álvaro Azzuz
EPTV/Reprodução
Juntas, as 22 cidades que fazem parte da Diretoria Regional de Saúde de Franca (DRS VIII) têm 36 leitos para tratar pacientes infectados pela doença. A taxa de ocupação nesta quarta-feira (17) é de 41,6%. Apesar dos novos respiradores, a Prefeitura está preocupada.
“Quando você ouve os cientistas, eles demonstram que a curva neste momento pode ser aumentada. Para isso, precisamos estar preparados. Nesta semana, vamos ter uma reunião com o estado para tentar mais sete leitos para a Santa Casa”, diz o coordenador de políticas de saúde, Luiz Vergara.
Pronto-Socorro Álvaro Azzuz foi transformado em Polo Covid em Franca (SP)
Jefferson Severiano Neves/EPTV
Escalada do coronavírus
O vírus está se espalhando por Franca. Em 1º de junho, a cidade havia registrado 125 casos e 3 mortes. Os números aumentaram e, até a noite de terça-feira (16), já eram 181 pessoas infectadas e 9 óbitos.
“É bem provável que a gente fique nos meses de junho, julho e até agosto com a escalada grande de casos positivos para Covid e, tomara que não, mas é possível que aconteçam mais mortes também”, alerta o médico da Vigilância Epidemiológica, Homero Rosa Júnior.
Franca (SP) recebe dez respiradores e instala equipamentos no Pronto Socorro Álvaro Azzuz
EPTV/Reprodução
O médico ainda se mostra preocupado com o início do inverno no sábado (20), porque os moradores costumam procurar com mais frequência os hospitais para tratar problemas respiratórios.
“É possível um incremento de doenças respiratórias, típicas desta época do ano, com a queda da temperatura, queda muito grande da umidade do ar e com a tendência de as pessoas ficarem em ambientes mais fechados. É justamente o que a gente não deve fazer por causa da Covid”, diz.
Médico da Vigilância Epidemiológica de Franca (SP) está preocupado com a escala do coronavírus
Jefferson Severiano Neves/EPTV
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