Ongs cobram construção de espeço público para acolhimento de animais de rua. Cacau estava com a família desde que foi resgatada das ruas em 2017. Cadela morreu após ser atacada por pit bulls
Divulgação
Uma cadela de pequeno porte morreu em Palmas após ser atacada por pit bulls na calçada de uma casa. Os moradores contam que os cães só pararam de morder o animal quando um morador ouviu o barulho e saiu para tentar salvá-lo.
Os vizinhos contam que os pit bulls estavam sozinhos na rua. O empresário Webert Muritiba conta que viu a agressão. “Quando eu olhei já tinham dois cachorros atacando minha cadelinha. Todo mundo sem saber o que fazer”, relembra.
A cadelinha Cacau tinha sido resgatada em uma chácara pelo empresário e a companheira dele e vivia com a família desde 2017. A família ficou assustada e teme pela segurança de outros cães e de moradores, já que os pit bulls continuam soltos na quadra.
Dias após a morte da cadela, a médica Thiara Lessa lembra do caso com medo. “Ela era uma cachorrinha muito amável. Medrosa porque já sofreu muito na vida. Agora eu não tenho coragem de ficar na porta da minha casa. Além do ataque ter acontecido, o mínimo que a gente tem que ter agora é a garantia de que esses cachorros não vão fugir de novo”, disse.
A advogada Marluy Dias, que atua na comissão dos direitos dos animais, explica que o ataque pode configurar maus tratos. Neste caso quem deve responder pelo ato é o tutor do animal. “Esse dono é responsável pelo animal. Então uma vez que ele não teve o devido cuidado e esse animal fugiu vindo a causar morte de outro, ele tem que ser responsabilizado civilmente porque causou um dano à pessoa. Vai causar um abalo psicológico”.
Palmas não tem um espaço público disponível para acolher animais feridos. Pensando em proteger os cães e gatos que vivem na rua, três Organizações Não Governamentais (Ong’s) se juntaram e fizeram um canil por conta própria. “A gente só traz pra cá animais que estão na rua em sofrimento. Ou doentes ou prestes a parir. Pelo menos metade dos animais que estão aqui sofreram maus tratos”, disse Pitty Castilho.
A advogada Marluy Dias lembra que a pessoa que expõe o animal a sofrimento pode ser punido. “Até na própria casa. Se deixa preso, acorrentado, deixa de dar alimento, a devida assistência, ela está cometendo crime de maus tratos. A pena de detenção varia de um mês a um ano podendo ser agravada caso ocorra a morte do animal, além de multa”, disse.
O que diz a Prefeitura de Palmas
Em nota, a Prefeitura de Palmas disse que não há previsão para a construção de abrigo para animais abandonados. Afirmou também que “o trabalho da Unidade de Vigilância e Controle de Zoonoses é focado no controle e na prevenção doenças zoonoses que acometem animais domésticos ou abandonados”.
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