Presidente se reuniu com ministros militares e da área jurídica. Líderes do Centrão foram chamados para almoço com Bolsonaro. Após prisão de Queiroz, Bolsonaro passa o dia em reunião e diz não estar envolvido no caso
A prisão de Fabrício Queiroz teve impacto na rotina do presidente Jair Bolsonaro. Ele passou o dia em reunião com ministros e parlamentares e só comentou publicamente o assunto no início da noite. Bolsonaro disse que não está envolvido no caso.
Nesta quinta (18), Bolsonaro saiu do Alvorada bem cedo e, ao contrário do que faz diariamente, não quis conversar com apoiadores.
A prisão de Queiroz atropelou a agenda. O presidente convocou ministros da área jurídica: André Mendonça, da Justiça; Jorge Oliveira, da Secretaria-Geral, o advogado-geral da União, José Levi do Amaral, além dos ministros militares, da Defesa, Fernando Azevedo, do GSI, Augusto Heleno, da Casa Civil, Braga Netto e da Secretaria de Governo, Luís Eduardo Ramos. Todos chamados às pressas. Duas horas de muita tensão.
Fontes disseram que Bolsonaro insistiu com seus ministros que não tem nada que o comprometa. O presidente falou várias vezes por telefone com os filhos, discutindo estratégias de defesa.
De manhã, Bolsonaro ainda cumpriu a agenda prevista oficialmente, como a entrega de credenciais diplomáticas em cerimônia fechada. Mas a necessidade de garantir apoio político foi determinante e veio logo depois. Líderes do Centrão foram chamados para almoço com Bolsonaro. E, durante todo o dia, muitos parlamentares estiveram no palácio para tratativas sobre cargos no governo. Eles saíram sem falar.
O presidente Jair Bolsonaro só se manifestou publicamente no início da noite, numa transmissão em rede social. Bolsonaro disse que não é advogado de Queiroz, criticou a maneira como a prisão foi feita e defendeu Queiroz.
“Deixo bem claro: não sou advogado do Queiroz e não estou envolvido neste processo. O Queiroz não estava foragido e não havia nenhum mandado de prisão contra ele. E foi feita uma prisão espetaculosa. Ele já deve estar no Rio de Janeiro, deve estar sendo assistido por um advogado e que a Justiça siga seu caminho. Mas parecia que estavam prendendo o maior bandido da face da Terra, mas que a Justiça siga seu caminho. Repito: não estava foragido e não tinha nenhum mandado de prisão contra ele. Tranquilamente, se tivessem pedido ao advogado, creio eu, acredito, o comparecimento em qualquer local, ele teria comparecido. Por que ele estava ali naquela região de São Paulo? Porque é perto do hospital onde se faz tratamento de câncer. Então, este é o quadro e, da minha parte, está encerrado o caso Queiroz”, afirmou Bolsonaro.

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