‘Tô muito preocupado com os shoppings e as praias’, diz Roberto Medronho. Ele defende um plano de flexibilização regional, a exemplo do que foi feito em São Paulo. Risco de contaminação do coronavírus cai no Rio
Um estudo da UFRJ sobre os riscos de contaminação pela Covid-19 no Rio de Janeiro mostra que a contaminação caiu na capital, mas em algumas regiões do estado a situação ainda é muito preocupante. Para o infectologista Roberto Medronho, diretor de pesquisa do Hospital Clementino Fraga Filho, da UFRJ, apesar das medidas de flexibilização, ainda não é o momento de relaxar com os cuidados.
“Agora, temos que triplicar as medidas de proteção: máscara, lavagem de mãos, evitar aglomeração. Eu tô muito preocupado com os shoppings e as praias. Se as pessoas continuarem se aglomerando na cidade, esse índice tende a aumentar”.
Pelo último balanço da Secretaria Estadual de Saúde, divulgado na quarta-feira (17), o RJ tem 8.138 mortes e 86.963 casos confirmados de coronavírus.
Infectologista da UFRJ alerta contra flexibilização: ‘Não é para abrir, é para fechar mais’
Covidímetro Estado do Rio de Janeiro
TV Globo
Plano de flexibilização regional
Segundo Medronho, o ideal é que o estado do Rio tivesse um plano regional, a exemplo do que foi feito em São Paulo.
“No Noroeste não era o momento de abrir. Era o momento de fechar ainda mais. Infelizmente, como está tendo uma única medida para todo o estado, lá está abrindo. E isso tem aumentado e muito o risco de infecção e da velocidade e da velocidade de transmissão da doença”, diz.
E acrescenta:
“(…) É temerário que a gente abra todo o estado de uma forma igual, porque não são regiões semelhantes. São regiões que estão com risco diferenciado. Por isso que nós precisávamos ter um plano regional, a exemplo de São Paulo”, defende.
Covidímetro capital do Rio de Janeiro
TV Globo
O infectologista explica que a contaminação na capital caiu, mas ainda está longe de terminar.
“(…) A epidemia no Rio de Janeiro está em decréscimo, está diminuindo, entretanto ainda não terminou porque uma pessoa pode contaminar uma outra pessoa, que contaminará outra e outra e outra e a epidemia continua ocorrendo, mas numa velocidade muito menor. O grande problema é que nós estamos assistindo a uma mobilidade muito maior das pessoas. Se isso for mantido sem as medidas de precaução, nós podemos fazer com que esse relógio [Covidímetro da UFRJ] retorne para o laranja, vermelho e, eventualmente, para o roxo. E aí volta tudo à estaca zero, ao início da epidemia”, diz Medronho.
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