O levantamento checou os registros de pagamentos do auxílio emergencial com as bases de pagamento de milhares de servidores públicos municipais, estaduais e federais. CGU identifica pagamento irregular de auxílio emergencial a milhares de servidores
Enquanto milhões de brasileiros ainda aguardam receber o auxílio emergencial, a Controladoria-Geral da União identificou o pagamento irregular do benefício a milhares de servidores públicos.
O levantamento checou os registros de pagamentos do auxílio emergencial com as bases de pagamento de milhares de servidores públicos municipais, estaduais e federais. Em Minas, duas parcelas do auxílio, R$ 23 milhões, foram liberadas de forma irregular para mais de 16 mil servidores. Muita gente recebeu o dinheiro de forma automática, porque estava legalmente cadastrada no Bolsa Família ou no CadÚnico, mas a base de dados do governo não tinha a informação de que esses servidores já estavam empregados.
“O critério é de não ter o vínculo formal de emprego. Não era o caso deles. A partir desse cruzamento que a gente fez com a CGU, foi que o governo federal, então a gente repassou esses dados para eles, eles conseguiram cruzar para ter essa informação e fazer esse ajuste no hall dos beneficiários”, explica Flávia Alice Dias Lopes, superintendente de Controle Externo do TCE.
As informações já foram checadas em pelo menos 22 estados, Distrito Federal e em órgãos federais. A Controladoria Geral da União aponta a existência de 317 mil pagamentos irregulares a servidores públicos. O valor passa de R$ 200 milhões.
Há os servidores que receberam o auxílio de forma automática, por desencontro de informações na base de dados do governo federal, e também aqueles que fizeram o pedido, mesmo sabendo que não tinham direito ao benefício, exatamente porque possuem emprego.
“Inclusive, podem incorrer em crime, que é o crime de falsidade ideológica por uma declaração falsa, justamente pra obter esse recurso”, explica Breno Barbosa Cerqueira Alves, superintende da Controladoria-Geral da União (MG).
O Ministério da Cidadania declarou que qualquer indício de ilegalidade é enviado à Polícia Federal. Informou ainda que quase 40 mil pessoas devolveram o dinheiro. Quase R$ 30 milhões voltaram aos cofres públicos.

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