A saída também levou a reações imediatas de parlamentares, com críticas duras ao comportamento do ex-ministro, principalmente dos que fazem da defesa da educação de qualidade uma prioridade do mandato. Deputados governistas defenderam Weintraub. Saída de Weintraub repercute entre políticos e entidades ligadas à educação
As reações à queda de Weintraub refletem a lista enorme de polêmicas que ele colecionou no ministério.
A União Nacional dos Estudantes, a União Brasileira de Estudantes Secundaristas e a Associação Nacional de Pós-graduandos afirmaram que, com pouco mais de um ano no comando do Ministério da Educação, Abraham Weintraub conseguiu se consagrar como pior ministro da história.
Retirou recursos da educação, ofendeu as universidades públicas, ignorou os debates sobre o Fundeb, atacou a autonomia universitária e transformou o MEC em uma verdadeira ferramenta ideológica bolsonarista. Por isso ganhou a ira e o repúdio de toda a comunidade da educação: estudantes, professores, técnicos e cientistas.
A demissão de Abraham Weintraub levou a reações imediatas, também, no Congresso, com duras críticas à gestão e ao comportamento dele. Principalmente de parlamentares que fazem da defesa de uma educação de qualidade uma das prioridades do mandato.
O coordenador da Comissão Externa da Câmara de Acompanhamento dos Trabalhos do MEC, João Campos (PSB-PE), disse que o Brasil ganha com a mudança: “A saída de Weintraub do Ministério da Educação representa uma vitória para o nosso país. Não apenas para a educação, mas também para a nossa democracia. O ministério não se comportou como um agente coordenador das políticas públicas entre as redes estaduais, municipais e nacional. Nós precisamos ver o governo Bolsonaro levando a sério a educação”.
A deputada Tábata Amaral, do PDT-SP, disse que a saída de Weintraub deve ser comemorada: “Temos, agora, a possibilidade de termos vencido de uma vez por todas, de termos derrotado a ignorância, o obscurantismo que tomaram conta do Ministério da Educação”.
Deputados governistas defenderam Weintraub. Carlos Jordy, do PSL, disse: “Obrigado por tudo que o senhor fez pela educação, pelo governo e pelo Brasil, ministro. Entrou desconhecido e saiu um gigante”.
O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, disse que espera agora que o presidente Jair Bolsonaro escolha um ministro comprometido com a educação: “Estava muito ruim o Ministério da Educação. Todo mundo sabe a minha posição, então não adianta aqui ficar reafirmando, não é isso que vai melhorar o diálogo com o Ministério da Educação. Esperamos que a gente possa ter no Ministério da Educação alguém de fato comprometido com a educação e com o futuro das nossas crianças”.

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