Atleta caiu do 31º andar de um prédio, no Centro de Curitiba, em 2015; desembargadores também indeferiram, nesta quinta-feira (18), o pedido de liberdade provisória feito pela defesa de Raphael Suss Marques. Médico acusado de matar fisiculturista enfrenta júri popular no Paraná
A 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR) decidiu nesta quinta-feira (18), por unanimidade, que o médico Raphael Suss Marques, acusado de matar a namorada fisiculturista Renata Muggiati, em Curitiba, vá a júri popular.
De acordo com a decisão, ele vai responder perante o Tribunal do Júri pelos crimes de homicídio qualificado (feminicídio, meio cruel e motivo torpe), lesão corporal e fraude processual.
Na sessão de julgamento realizada por videoconferência, os desembargadores indeferiram o pedido de liberdade provisória feito pela defesa e também afastaram a qualificadora relativa à utilização de recurso que impossibilitou a defesa da vítima.
O médico está preso desde fevereiro do ano passado. A defesa dele afirmou que vai recorrer da decisão.
Renata morreu no dia 12 de setembro de 2015. Ela estava no 31º andar de um prédio no Centro da capital, no apartamento do namorado. Ele é acusado de asfixiar e depois jogar o corpo da atleta pela janela do apartamento.
Raphel Suss Marques (à dir.) é acusado de matar Renata Muggiati (à esq.)
Reprodução
Durante a sessão desta quinta-feira, o advogado de defesa do médico alegou que a morte decorreu de suicídio. Segundo o TJ, ele buscou a revogação da prisão preventiva do acusado e a declaração de nulidade de laudos juntados ao processo e da exumação do cadáver.
Além disso, pleiteou a impronúncia do réu ou o afastamento das qualificadoras.
Conforme o TJ, ainda não foi marcada uma data para ocorrer o julgamento.
A Justiça determinou que o médico Raphael Suss Marques, acusado de matar a namorada fisiculturista Renata Muggiati, em Curitiba, vá a júri popular
Polícia Civil / Divulgação
Descumprimento
Em janeiro do ano passado, o médico descumpriu uma proibição de frequentar bares e similares imposta pela Justiça no mesmo dia em que, segundo o Ministério Público do Paraná, apresentou uma falsa justificativa para faltar a uma audiência.
Segundo o MP, Raphael estava participando de um torneio de pôquer neste dia. Por causa disso, em fevereiro de 2019, ele teve a prisão preventiva decretada.
Raphael Suss Marques foi flagrado em torneio de pôquer em janeiro
Reprodução/MP
‘Não tem nada para comemorar’
Tina Gabriel, irmã de Renata Muggiati, comentou em uma entrevista à RPC, em outubro do ano passado, a decisão que Raphael Suss Marques vai ser julgado por um júri popular.
“A gente não tem nada para comemorar, eu tenho uma irmã que foi morta, e antes de ser morta ela foi cruelmente judiada. Ela sofreu bastante”, disse ela.
Segundo Tina, talvez nem a condenação do médico traga alívio para a família, já que não traz a vida de Renata de volta.
“Nós já esperávamos por isso [júri popular] durante quatro anos. Nós sabíamos que o resultado seria esse, mediante as provas que nós tínhamos, técnicas periciais, aos depoimentos. Era uma questão de tempo”, comentou.
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