O Dow Jones fechou a semana em alta de 1,04%, e o S&P 500 avançou 1,86% no mesmo período. O Nasdaq fechou a semana com valorização de 3,73%. As bolsas de Nova York tiveram mais uma sessão instável nesta sexta-feira (19) e terminaram o dia sem direção única, porém com viés mais para o lado negativo.
Os três principais índices operavam com altas modestas no início da sessão, até que o anúncio do fechamento de lojas da Apple em estados americanos com aumentos de casos de Covid-19 ajudou a desestabilizar o desempenho em mais um dia. Ainda assim, a semana foi encerrada com ganhos.
O Dow Jones fechou a sessão em queda de 0,80%, a 25.871,46 pontos, mas encerrou a semana em alta de 1,04%. O S&P 500 caiu 0,56% nesta sexta, a 3.097,74 pontos, levando os ganhos da semana para 1,86%.
Wall Street
Lucas Jackson/Reuters
Efeito Apple
Já o Nasdaq fechou o dia com leve ganho de 0,03%, a 9.946,12, depois de ter voltado a operar brevemente acima dos 10 mil pontos após a abertura. Na semana, o índice tecnológico valorizou 3,73%.
O Nasdaq perdeu força nesta sexta-feira depois que a Apple fez o anúncio de encerramento de algumas de suas lojas. As ações da companhia caíram 0,57%, mas a informação fortaleceu o viés pessimista de que uma segunda onda de infecções por Covid-19 pode estar a caminho e forçar novas paralisações na atividade econômica.
A Apple decidiu fechar novamente 11 de suas lojas nos Estados Unidos por causa do aumento de casos de novo coronavírus no país. As lojas estão localizadas na Flórida, na Carolina do Norte, na Carolina do Sul e no Arizona. Todas as unidades já tinham sido fechadas em março e voltaram a funcionar recentemente, incluindo muitas lojas na cidade de Nova York e em Los Angeles, com a adoção de medidas adicionais de segurança para os clientes.
A Flórida reportou 3.822 casos de covid-19 nesta sexta-feira, com o total de infecções se aproximando de 90 mil. Há, agora, 89.748 casos e 3.104 mortes no Estado, com 43 óbitos a mais em relação ao dia anterior.
O Arizona, por sua vez, informou um aumento de 7,5% em novos casos de coronavírus nesta sexta-feira, ou 3.426, e o total de infectados subiu para 46.689. Houve ainda 41 novas mortes, elevando o total para 1.312.
Apesar do desempenho fraco nestas últimas três sessões, os ganhos da semana foram justificados pelas altas consistentes na segunda (15) e na terça-feira (16), quando os investidores alimentaram o apetite ao risco embalados pelo Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA), que incluiu a compra de títulos corporativos individuais, e não apenas fundos negociados em bolsa (ETFs), à sua bazuca contra os efeitos do coronavírus.
Além disso, o aumento de 17,7% das vendas no varejo americano em maio foi um ótimo argumento para os otimistas que acreditam na recuperação rápida da economia, ainda que o presidente do banco central americano, Jerome Powell, tenha reforçado, durante a semana, em depoimentos no Congresso, que a incerteza persiste e que a retomada deve ser mais lenta do que o desejado.
“Suspeitamos que muitas pessoas venderam no fundo do poço e agora se arrependem de não ter comprado antes”, disse o chefe de estratégia de mercado global do Wells Fargo Investment Institute, Paul Christopher.
“As coisas que você viu em março — o pânico e a venda forçada — parecem ter desaparecido, por isso é um mercado um pouco mais normal, embora frágil”, escreveu em relatório Jonas Golterman, economista de mercado da Capital Economics. “O reflexo arraigado que tivemos nos últimos 10 anos é que temos que comprar na baixa, e isso geralmente funciona”, complementou.
Entre as ações, além da Apple, destaque para as perdas de 1,95% da AMC, que hoje pediu para os espectadores que queiram ir ao cinema usem máscaras, revertendo o otimismo com o plano anterior de reabrir a maioria dos seus cinemas em julho.

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