Parentes dizem também que houve demora para conseguir soro e que ele teve contato com pacientes com Covid-19. Diretor da unidade nega. Família diz que paciente ficou 3 dias sentado numa cadeira no Hospital Souza Aguiar
A família de um paciente denuncia que ele ficou três dias sentado numa cadeira, no Hospital Municipal Souza Aguiar, no Centro do Rio. Delson Pereira dos Santos, de 86 anos, chegou à unidade passando muito mal, na segunda-feira (15). A família diz que só conseguiu uma maca para ele na quarta-feira (17).
Os parentes dizem que Delson está com uma infecção intestinal. Mas o diagnóstico ainda não é preciso porque o paciente precisa passar ainda por um exame, a colonoscopia.
Além da demora para conseguir um leito, segundo a família, Delson teve de aguardar para ser colocado no soro. Eles reclamam também da dificuldade para encontrar a equipe médica para obter informações sobre o paciente e que há lotação da unidade.
Os familiares também dizem que há pacientes com suspeita de Covid-19 junto com outros pacientes na enfermaria e que há vazamento de água de um ar-condicionado, como relatou Karina, neta de Delson.
“Ele está internado no Hospital Souza Aguiar desde segunda-feira, somente na quarta-feira arrumaram uma maca para ele, porque até então, ele estava sentado em uma cadeira. Ele usa sonda, tem 86 anos, é idoso. Está ao lado de pessoas infectadas pelo vírus da Covid 19, embora ele não tenha Covid. O hospital não respeita o distanciamento social exigido pelo Ministério da Saúde. Até para alimentação a gente tem que ir atrás para poder brigar”, disse Karina.
E acrescentou:
“Existem pacientes ali com lençóis sujos de sangue, ar-condicionado vazando água. É um descaso tremendo. Dá 1h da manhã, a gente não vê um enfermeiro, um técnico de enfermagem nos leitos. A gente não vê ninguém da equipe técnica, dos médicos, ninguém rodando no hospital”, reclamou a neta, que disse que o paciente passou a ter uma atenção maior no hospital depois que a direção foi procurada pela equipe de reportagem da TV Globo.
Em vídeo, o diretor da unidade, Antônio Araújo, disse que o idoso recebeu toda a medicação necessária para o seu tratamento e negou que ele estivesse junto de pacientes com Covid-19.
“Com relação ao senhor Delson, que ficou na sala verde por dois ou três dias, esse paciente é o mais idoso da sala. E enquanto ficou lá recebeu toda a medicação necessário para seu tratamento. À noite que passamos, houve uma alta e ele passou para um leito na enfermaria. Não há falta de alimentos nem falta de medicação em nenhum lugar do hospital, nem na sala verde. Não misturamos paciente de Covid com pacientes não Covid em nenhum lugar da unidade. O hospital continua mobilizado para atender pacientes de Covid e também atendendo outros pacientes vítimas de trauma ou cirurgia oriundos da cidade”, disse o diretor.
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