Levantamento considera período de 10 anos. Receita líquida de indústrias, porém, cresceu entre 2009 e 2018. João Bezerra de Lima, 49, trabalha na usina Santa Clotilde há mais de 20 anos e nunca imaginou que as cinzas do bagaço teriam utilidade.
Jonathan Lins/G1
O número de pessoas ocupadas na indústria caiu em Alagoas em dez anos, passando de 102,8 mil em 2009 para 61,8 mil em 2018, o que corresponde a aproximadamente 40% menos trabalhadores. As informações são da Pesquisa Industrial Anual do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O levantamento foi divulgado na quinta-feira (18) e também mostra, porém, que a receita líquida das indústrias no mesmo período passou de R$ 5,3 bilhões em 2009 para R$ 8 bilhões em 2018.
As indústrias são divididas em dois grupos para a pesquisa: as extrativas e as de transformação. Neste recorte específico, foi observado um aumento da ocupação nas indústrias extrativas com cinco ou mais pessoas ocupadas, mas de apenas 13 vagas.
Entre as indústrias de transformação, que englobam as de fabricação de alimentos, produtos químicos, produtos derivados do petróleo, biocombustíveis e demais atividades da indústria, o pior desempenho foi no segmento de fabricação de alimentos, que caiu de 82,8 mil para 48,1 mil.
Quem teve o melhor desempenho foi a fabricação de produtos químicos, que viu saltar de 944 para 1614 o número de pessoas ocupadas entre 2009 e 2018. Esse mesmo segmento teve aumento de R$ 1 bilhão na receita líquida.
O crescimento na receita líquida foi mais significativo nas indústrias de fabricação de bebidas (R$ 2,7 bilhões) e de fabricação de coque, de produtos derivados do petróleo e de biocombustíveis (R$ 3,9 bilhões).
As indústrias de produtos químicos também tiveram destaque no valor da transformação, que é o resultado da diferença entre o valor bruto e os custos das operações industriais, passando de R$ 216,3 milhões em 2009 para R$ 663,3 milhões em 2018, uma cifra três vezes maior em uma década.
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