Garcete morava na aldeia Bororó, que fica na reserva indígena de Dourados, onde vivem cerca de 17 mil índios das etnias Guarani, Kaiowá e Terena. Aldeia indígena Bororó, em Dourados, onde morava indigena que morreu nesta quinta-feira
Reprodução/TV Morena
O pedreiro Evaristo Garcete, de 59 anos, foi o primeiro indígena a morrer de covid-19 em Mato Grosso do Sul. Ele é a 40ª vítima da doença no estado.
Garcete morava na aldeia Bororó, que fica na reserva indígena de Dourados, onde vivem cerca de 17 mil índios das etnias Guarani, Kaiowá e Terena.
Ele deu entrada no Hospital Evangélico, em Dourados, no dia 7 de junho, transferido do Hospital da Missão, que fica na aldeia, onde ele estava internado desde o dia 31 de maio, com quadro de pneumonia, provocada pela covid-19.
No Hospital Evangélico ele ficou por três dias em leito de enfermaria. No dia 9 de junho houve piora no quadro clínico, sendo necessária sua transferência para uma unidade de terapia intensiva (UTI), onde permaneceu até está quinta-feira (18), quando ele não resistiu e morreu.
O indígena era portador de insuficiência renal crônica e era diabético.
Segundo o Distrito Sanitário Especial Indígena de Mato Grosso do Sul (Dsei), até quarta-feira (17), haviam sido registrados 120 casos de índios com coronavírus no estado, desse total, 118 em Dourados e 2 em Caarapó.
As autoridades de saúde do estado chegaram, inclusive, a disponibilizar um abrigo para indígenas em situação de vulnerabilidade social, que não conseguiam cumpri o isolamento e o distanciamento social em casa.
Dourados é o novo epicentro da doença em Mato Grosso do Sul. Nesta quinta-feira o município registrou 51 novos casos, chegando a 1.472 deste o começo da pandemia.

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