Pesquisa foi feita com 1.859 empresas de 1º a 10 de junho. Setores de impressão e reprodução de gravações, couros, calçados, vestuário e acessórios seguem com o pior desempenho. A indústria segue sentindo os efeitos da pandemia do novo coronavírus, porém, em maio, a queda na produção foi menos intensa e menos disseminada do que em abril. As informações foram divulgadas pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) nesta sexta-feira (19).
Segundo a Sondagem Industrial, o índice de evolução da produção ficou em 43,1 pontos no mês passado, contra 26 pontos em abril. A pesquisa foi realizada com 1.859 empresas do setor, de 1º a 10 de junho.
Valores abaixo de 50 pontos indicam queda da produção frente ao mês anterior. Quanto mais distante dos 50 pontos, maior e mais disseminada é a queda.
De acordo com a CNI, os setores de biocombustíveis, produtos de limpeza, perfumaria e higiene pessoal, e produtos farmacêuticos apresentaram aumento de produção em maio.
Por outro lado, os setores impressão e reprodução de gravações, couros e artefatos de couro, calçados e suas partes, e vestuário e acessórios seguem com o pior desempenho.
O número de empregados melhorou em maio atingindo 42 pontos, contra 38,2 pontos em abril. Como segue abaixo de 50 pontos, entretanto, ainda indica queda.
“Destaca-se que é a segunda pior variação registrada no mês de maio, atrás somente do ano de 2015, quando o índice alcançou 41,4 pontos”, informou a CNI.
Uso do parque fabril e estoques
A pesquisa mostra que o nível de uso da capacidade de produção da indústria brasileira também subiu no mês passado, atingindo 55%, contra 49% em abril.
“Apesar do aumento, o percentual é o segundo menor para toda a série histórica, iniciada em 2011, e se encontra 12 pontos percentuais abaixo do nível registrado no mesmo período de 2019”, acrescentou.
De acordo com o levantamento, o índice de evolução dos estoques ficou em 46,2 pontos, “apontando para uma redução dos estoques”. O índice de nível de estoque efetivo em relação ao planejado ficou em 47,4 pontos. Segundo a CNI, os números mostram que os estoques estão em nível inferior ao antecipado pela indústria.
Pessimismo e investimentos
A sondagem feita em junho mostra alta de 13,6 pontos do índice de expectativa de demanda dos empresários industriais em relação à pesquisa anterior. Ao atingir 48,7 pontos neste mês, o índice se aproxima da linha divisória de 50 pontos, que separa perspectivas de queda das de alta de demanda nos próximos seis meses.
“O sentimento de forte pessimismo, observado nos dois meses anteriores, diminuiu tanto quanto à sua disseminação quanto em intensidade. Todos os índices de expectativa permanecem abaixo da linha divisória, mas apresentaram expressiva melhora em junho”, informou a CNI.
O índice de intenção de investir subiu 4,5 pontos percentuais em junho, para 41,4 pontos. Apesar do crescimento, avaliou a CNI, ainda continua em um “baixo patamar, refletindo o pessimismo dos empresários industriais”.
O resultado de junho da intenção de investir está 17,8 pontos abaixo do registrado em janeiro de 2020, 10,9 pontos abaixo do registrado em junho de 2019 e 8 pontos abaixo de sua média histórica.

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