Ministério da Agricultura diz que informaçao atual é que a praga deve seguir em direção ao Uruguai. Cidasc terá reunião nesta quarta sobre o caso. Nuvem de gafanhotos ataca lavouras na Argentina
Divulgação/Governo da Província de Córdoba
A chegada em Santa Catarina da nuvem de gafanhotos que encontra-se atualmente na Argentina depende do vento e as condiçoes climáticas atuais não favorecem o deslocamento dos insetos ao estado catarinense, afirmou o meteorologista da NSC Comunicação, Leandro Puchalski. Conforme o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), as informações do Serviço Nacional de Sanidade e Qualidade Agroalimentar argentino (Senasa) são de que a praga deve seguir em direção ao Uruguai. O governo do estado terá reunião na tarde desta quarta-feira (24) sobre o assunto.
“O deslocamento que estava sendo previsto acredito que não deve ocorrer porque está com chuva entre o centro da Argentina em direção ao Uruguai, teoricamente seria o mais provável do deslocamento desses insetos. Então ou eles vão ficar parado onde estão ou vão voltar para o Norte em direção ao Paraguai”, disse Puchalski.
Os insetos são oriundos do Paraguai, onde destruíram lavouras de milho. De acordo com o governo argentino, a nuvem chegou ao país no fim da semana passada. Conforme engenheiro agrônomo disse à agência Reuters, em aproximadamente um quilômetro quadrado podem ter até 40 milhões de insetos, que consomem em um dia pastagens equivalentes ao que 2 mil vacas ou 350 mil pessoas comem.
O governo catarinense, por meio da Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola (Cidasc), informou que a pasta acompanha a situação e que terá reunião técnica na tarde desta quarta com os envolvidos no sistema de defesa do estado. Na terça, o órgão disse que pediu aos produtores, especialmente na região de fronteira, que avisem a Companhia caso percebam alguma movimentação nesse sentido e que aguardava orientação do Mapa sobre como proceder caso os insetos cheguem ao estado.
Na terça, o Ministério da Agricultura afirmou que emitiu alerta às Superintendências Federais de Agricultura, com o propósito de informar os órgãos estaduais de Defesa Agropecuária, para que sejam tomadas medidas de monitoramento e orientação aos agricultores, em especial do Rio Grande do Sul. A pasta federal disse também que tem feito acompanhamento do assunto em tempo real a fim de adotar ações para minimizar os efeitos de um eventual surto da praga.
Ministério da Agricultura monitora nuvem de gafanhotos na Argentina, perto da fronteira
Em Dionísio Cerqueira, cidade que faz fronteira com a Argentina, o prefeito disse que a administração municipal ainda está em busca de mais informações.
“Não recebemos nada de forma oficial a respeito disso, se realmente há risco para nossa região, nem do governo do Estado e nem do governo federal. Difícil de falar sem saber realmente a intensidade disso. Ainda não entrou no radar de preocupação. Até porque a Covid-19 está no centro das atenções”, disse Thyago Gnoatto.
Movimentação da nuvem de gafanhotos
Guilherme Pinheiro/G1
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