Tocantins está entre os estados onde a falta desses medicamentos é considerada crítica. Situação teria se agravado por causa da demanda dos remédios em casos graves de Covid-19. Medicamentos usados para sedar e anestesiar pacientes estão com estoques baixos no TO
Medicamentos utilizados para sedar e anestesiar pacientes durante tratamentos estão com estoques baixíssimos no Tocantins. A demanda por esses remédios tem crescido por causa da pandemia de coronavírus, pois as doses são necessárias em casos graves de Covid-19, quando pacientes precisam ficar intubados.
Um levantamento feito pelo Conselho Nacional dos Secretários de Saúde mostrou que 22 estados estão enfrentando a falta de pelo menos um remédio do kit de sedação. O Tocantins está entre aqueles estados onde a situação é considerada crítica, ficando atrás apenas de Ceará, Mato Grosso e Maranhão.
O presidente da Cooperativa dos Anestesiologistas do Tocantins afirma que ainda há remédios no estoque, mas não dá para saber até quando vão durar. A situação atinge hospitais públicos e privados. “Nós estamos racionando o uso para que permaneça pelo maior tempo possível”, disse Tassio Diogo Pontes.
Servidores da saúde checando leitos em hospital do Tocantins
Reprodução/TV Anhanguera
Os medicamentos têm sido utilizados em casos graves de Covid-19 em UTIs. Atualmente, 56 pessoas com o novo coronavírus estão nessa situação e dependem desses remédios para viver. Além disso, um paciente neste estado pode ficar mais de 14 dias internado na terapia intensiva e isso aumenta ainda mais a demanda.
“Nós tentamos fazer com que algumas medicações sejam similares àquela, mas não é a mesma coisa e mesmo as similares estão com estoque baixo. Então o que pode acarretar, na pior das hipóteses, é uma mortalidade do paciente”, disse o presidente.
A situação está sendo acompanhada pelo Conselho Regional de Medicina, que tem feito fiscalizações em todas as unidades hospitalares.
A Secretaria Estado da Saúde (SES) declarou que abriu licitação para comprar os medicamentos usados na intubação dos pacientes da Covid-19, mas que os hospitais do estado contam com os suprimentos com capacidade para próximos 30 dias.
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