Taxa de amapaenses que tiveram rotina laboral alterada por causa das restrições do novo coronavírus foi de 35,2% (cerca de 101 mil trabalhadores); mais da metade não recebeu salário. IBGE aponta impactos da pandemia no mercado de trabalho em maio no Amapá
No mês de maio, 101 mil trabalhadores do Amapá estavam afastados das funções devido a pandemia do novo coronavírus. Isso representou 35,2% do total de quem trabalhava, a maior taxa do Brasil no período. Mais da metade desses profissionais não receberam salário (64 mil pessoas).
Em relação ao total de assalariados no Amapá (286 mil trabalhadores), 22,5% não foi remunerado no 5º mês do ano. Entre os que tiveram alguma remuneração, o rendimento teve média de R$ 1,3 mil; 20,4% abaixo dos R$ 1.685 habituais.
Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Covid-19, feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O levantamento ainda mostrou que o estado teve o maior percentual de pessoas que apresentaram algum dos sintomas conjugados da Covid-19: 12,4% ou 105 mil amapaenses.
Outro índice em que o Amapá apareceu como líder no último mês foi na taxa de desocupados: 15,8%. De acordo com a pesquisa, o estado registrou em maio 54 mil pessoas sem emprego.
Durante o período de pandemia, o auxílio emergencial do governo federal tem sido a renda que sustenta parte das famílias. Segundo a pesquisa, no mês de maio, 61,8% dos domicílios do Amapá receberam esse tipo de benefício.
Trabalho de casa durante a pandemia
Temilade Adelaja/Reuters
Trabalho remoto
Entre os 168 mil trabalhadores que não estavam afastados dos postos de trabalho em maio, 18 mil atuaram em home office (10,8% dos ocupados não afastados).
As horas de trabalho ficaram abaixo da média: as habituais 37,5 horas por semana passaram a ser 17,9 efetivas. A maior disparidade entre as horas habituais e efetivas do país no período.
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