Segundo Sindmepa, 34 médicos que trabalham no Hospital Abelardo Santos e no Hospital de Campanha de Belém estão sem receber plantões desde o mês de abril. Hospital de Campanha de Belém do Pará no Hangar Centro de Convenções
Bruno Cecim/Agência Pará
O Sindicato dos Médicos do Para (Sindmepa) divulgou uma nota na noite desta quinta-feira (25) dando um prazo de 72h para que a organização social que administra o Hospital Abelardo Santos e o Hospital de Campanha de Belém regularize os salários de 34 médicos que estão sem receber desde o mês de abril. Os profissionais foram contratados para atuar na linha de frente no combate à Covid-19 no estado. Segundo o Sindmepa, se os salários atrasados não forem pagos até o dia 1º de julho, os profissionais vão deixar de ingressar em escalas de trabalho.
De acordo com o Sindmepa, ao menos 15 médicos que tiveram plantões no hospital de campanha montado em Belém e outros 19 do Hospital Abelardo Santos, em Icoaraci, não receberam plantões tirados nos meses de abril e maio. O sindicato disse que as denúncias estão sendo encaminhadas ao Ministério Público.
Na linha de frente no combate à Covid-19, médicos da rede pública do PA estão sem salário
Além de não receber os pagamentos, os médicos denunciaram que os contratos para trabalhar nesses hospitais são feitos sem qualquer vínculo formal. O Sindimepa afirma que a organização social responsável pelos hospitais, a OS Irmandade de Pacaembu, repassou o compromisso de pagamento dos profissionais para a Organização Social Medplantões, que não honrou o pagamento.
Sobre os pagamentos, a Secretaria de Saúde do Pará informou que soube na última quarta-feira (24) sobre o atraso nos pagamentos de plantões. A secretaria afirma que está em dia com os repasses dos recursos, mas segue analisando o relatório de produtividade das organizações.
Segundo o Sindmepa, a diretora técnica da Sespa, Maitê Gadelha, solicitou reunião com a diretoria do sindicato e propôs que o Estado assuma a responsabilidade pelos pagamentos. No entanto, para que isso seja possível, o estado precisaria gerar uma folha de pagamento com informações fornecidas pela OS, fixando um prazo de até sete dias para pagar os plantões pendentes. Por conta disso, os médicos decidiram fixar o prazo em cinco dias, que se encerra na terça-feira (30) para que os pagamentos sejam realizados.

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