Em maio, o número de beneficiários no país caiu para 46,829 milhões de pessoas, contra 47,113 milhões no final de março, segundo dados da ANS. Com pandemia, planos de saúde perdem 283 mil clientes em 2 meses
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Os planos de saúde no Brasil perderam 283 mil clientes em dois meses, segundo balanço divulgado nesta terça-feira (7) pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Em maio, o número de beneficiários caiu para 46,829 milhões de pessoas, contra 47,113 milhões no final de março.
A redução do número de clientes ocorre em meio à pandemia de coronavírus e aumento do desemprego no Brasil.
Em maio do ano passado, o número de clientes estava em 46,956 milhões.
Beneficiários em planos de assistência médica
Economia G1
A quantidade de clientes dos planos de saúde vem caindo desde 2015. Somente em 2018, houve uma estabilidade nos números. Em 2019, houve uma perda de 60,4 mil clientes. Em dezembro de 2014, o setor chegou a reunir 50,49 milhões de clientes.
Apesar da queda do número de clientes nos últimos em abril e maio, a ANS avalia que o cenário é de estabilidade.
“No geral, o setor manteve a tendência de estabilidade, com pequenas oscilações em relação aos meses anteriores. Cabe ressaltar que os números podem sofrer modificações retroativas em função das revisões efetuadas pelas operadoras”, afirmou a agência, em nota.
A perda de beneficiários tem sido puxada pela diminuição dos planos individuais. Em maio, essa modalidade de contratação tinha 8,95 milhões de clientes, ante 9,042 milhões em igual mês de 2019.
Nos planos coletivos empresariais, o número de beneficiários caiu para 31,609 milhões – 61 mil pessoas a menos na comparação anual.
Já o número de clientes na segmentação exclusivamente odontológica cresceu no país e chegou a 25,373 milhões – alta de 979 mil na comparação anual. Em maior do ano passado, eram 24,394 milhões.
Os números a ANS mostram ainda que existem atualmente 739 operadoras em atividades no país com 17.692 planos ativos.
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Em nota, a Associação Brasileira de Planos de Saúde (Abramge) disse que “o cenário econômico do Brasil é o principal motivo para a redução do número de beneficiários, visto que o setor é diretamente impactado pelo número de empregos formais e renda da população.”
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