Vendas renderam US$ 3,14 bilhões no período, queda de 8,8% frente aos seis primeiros meses do ano passado. Frigorífico de carne de frango do Brasil – foto tirada antes da pandemia do novo coronavírus
Reprodução/JN
As exportações de carne de frango do Brasil avançaram 1,7% no primeiro semestre de 2020 em comparação com igual período do ano anterior, atingindo 2,11 milhões de toneladas, de acordo com a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) nesta terça-feira (7).
A receita obtida com as vendas ao exterior somou US$ 3,14 bilhões no período, queda de 8,8% frente aos seis primeiros meses do ano passado.
Exportação de carne suína avança 37% no 1º semestre
Embarques de carne bovina sobem 9% no 1º semestre
A entidade destacou que a China também continua como principal cliente do Brasil no mercado da proteína de frango, importando 346,3 mil toneladas no primeiro semestre, alta de 32%.
Em junho, as exportações foram 12,4% inferiores às de igual período de 2019, atingindo 341,9 mil toneladas, enquanto a receita somou 446,5 milhões, recuo de 30,95%. A ABPA não divulgou mais detalhes sobre a retração nos resultados do mês passado.
O diretor-executivo da associação, Ricardo Santin, afirmou em nota que o setor teve médias mensais superiores às realizadas no primeiro semestre de 2019, acrescentando que vendas para países da África e do Oriente Médio também ajudaram a dar sustentabilidade à indústria.
Frigoríficos suspensos
Na semana passada, a China suspendeu as importações de 2 unidades processadoras de carne de frango do Brasil, de acordo com a autoridade aduaneira chinesa, restringindo os embarques em meio a preocupações com o novo coronavírus.
São 6 unidades de frigoríficos brasileiros foram até agora impedidas de exportar para a China. Desse total, 5 foram embargadas pelos chineses e 1 pelo Ministério da Agricultura do Brasil.
MPT apura 114 inquéritos abertos por casos de Covid-19 em frigoríficos
A China é a maior compradora de carne suína, bovina e de frango do Brasil. O país asiático solicitou que os exportadores de carne certifiquem globalmente que seus produtos estão livres de coronavírus, o que BRF, JBS e outras processadoras de alimentos do Brasil já fizeram.
Também na semana passada, o presidente da ABPA, Francisco Turra, afirmou que não havia motivo técnico para as suspensões.
“Não há fundamento técnico algum nesta suspensão. O produto (carne) está chegando lá (na China) e sendo analisado sem problema de qualquer natureza… sem Covid-19. Porém, é uma forma de dar satisfação ao consumidor chinês”, disse Turra, no dia 30 de junho.
Associação comenta suspensão de frigoríficos brasileiros pela China