Empresa é alvo de boicote de entidades e anunciantes por causa de discurso de ódio. Em publicação em seu perfil, Sheryl Sandberg afirmou que ela e Mark Zuckerberg irão se reunir com líderes de movimentos civis. Sheryl Sandberg, diretora de operações do Facebook.
Ralph Orlowski/Reuters
A diretora de operações do Facebook, Sheryl Sandberg, afirmou nesta terça-feira (7) que a plataforma está comprometida com mudanças na rede social, diante da atual demanda por remoção de conteúdo de ódio.
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O Facebook está sendo alvo de reclamações de entidades civis e de um boicote, feito por grandes anunciantes, que pausaram publicidade na rede.
“Nós fizemos progresso real nos últimos anos, mas este é um trabalho que nunca termina e nós sabemos que o Facebook tem grande responsabilidade em melhorar como encontra e remove conteúdo de ódio”, disse ela em uma publicação na rede social.
Sandberg afirmou que a empresa está “fazendo mudanças — não por razões financeiras ou pressão de anunciantes, mas porque é a coisa certa a fazer”, escreveu.
Segundo a executiva, o Facebook gastou “bilhões de dólares em times e tecnologia para encontrar e remover discurso de ódio”. Ela afirmou ainda que a rede foi pioneira em usar tecnologia de inteligência artificial para remover conteúdo danoso em escala.
A rede social se defende afirmando que respondeu a 95,7% das denúncias de conteúdos com discurso de ódio em menos de 24 horas, mais rápido do que outras redes sociais. “Atualmente, quase 90% dos posts com discurso de ódio removidos pelo Facebook são detectados antes que qualquer pessoa denuncie esses conteúdos”, disse a empresa em nota.
Sandberg anunciou ainda que, nesta quarta-feira (8), será divulgado um relatório, que contém uma auditoria independente com uma revisão das práticas e políticas da empresa.
Ela disse também que ela e Mark Zuckerberg, presidente executivo do Facebook, vão se reunir ainda nesta terça com os organizadores do movimento Stop Hate for Profit (“Dê um Basta no Ódio por Lucro”, em tradução livre), que reúne anunciantes participantes do boicote à rede social.
Ela afirmou que os executivos se reunirão também com líderes de movimentos civis. “Nos reunimos no contexto do que pode ser o maior movimento civil da história dos EUA, e a melhor chance de nossa nação em agir contra o racismo que se espalhou pelo nosso país desde antes da nossa independência.”
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