Segundo SLU, nesta quarta-feira (8), dez das 11 cooperativas estarão de volta ao trabalho. Atividades foram suspensas em março, por causa da pandemia do novo coronavírus. Coleta seletiva em Samambaia, no Distrito Federal, em arquivo
Gabriel Jabur/Agência Brasília
A coleta seletiva no Distrito Federal, interrompida desde o dia 21 de março, por causa da pandemia do novo coronavírus, está retomada. Nesta quarta-feira (8), a Cooperativa Recicla Brasília volta a recolher o lixo seco no Lago Sul e, com isso, das 11 cooperativas responsáveis pelo trabalho, dez estarão de novo nas ruas de Brasília.
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Ao todo, elas atendem 13 regiões. Para saber o dia e horário em que o caminhão passa onde você mora, basta clicar nos links abaixo, com a localidade:
Santa Maria
Samambaia
Lago Norte e Varjão
Riacho Fundo I e Riacho Fundo II
São Sebastião
Cruzeiro Velho
Paranoá e Itapoã
Candangolândia e Núcleo Bandeirante
Lago Sul
Suspensão da coleta seletiva
A suspensão da coleta seletiva afetou 15 regiões do DF e 18 organizações que trabalham na separação dos materiais, nos galpões de triagem. Para voltar ao trabalho, as cooperativas apresentaram planos de segurança e prevenção de riscos para a Subsecretaria de Vigilância em Saúde do DF.
Confira algumas exigências feitas às cooperativas
Manter o distanciamento mínimo de 1,5 metro entre os trabalhadores;
Instalar pia com sabão e água corrente nos galpões;
Ter alcool em gel 70% na área administrativa;
Higienizar os caminhões;
Afastar todos os funcionários classificados como grupo de risco;
Deixar os resíduos coletados “em quarentena” por 48 horas.
Como separar o lixo em casa e a importância de fazer isso
Posto de coleta seletiva em Ceilândia, no DF
Dênio Simões/Agência Brasília
Para separar o lixo em casa, o Serviço de Limpeza Urbana (SLU) recomenda usar dois sacos: um verde ou azul, para materiais recicláveis, e outro preto ou cinza, para orgânicos e rejeitos.
De acordo com o SLU, o mais importante é entregar os recicláveis para a coleta no dia certo (veja acima os locais e datas de coleta). O engajamento dos moradores de Brasília traz benefícios para quem trabalha nas cooperativas e para o meio ambiente. Confira alguns:
Permite o aumento da vida útil dos aterros sanitários, a partir da diminuição de resíduos que que vão para estes locais;
Aumenta o ciclo de vida das matérias-primas de cada resíduo coletado e reaproveitado;
Gera trabalho e renda aos catadores de materiais recicláveis;
Diminui gastos com a limpeza pública.
Para um dos criadores do portal eCycle, Onofre de Araújo Neto, todas as pessoas são responsáveis pelos produtos que consomem – desde a sua escolha até o descarte final de seus resíduos. Segundo ele, devemos buscar consumir menos produtos com excesso de embalagens e evitar aquelas de difícil reprocessamento.
“Também precisamos planejar as quantidades a serem compradas e consumidas, evitando perdas de validade e desperdício”, assegura.
O que é reciclável?
Plásticos: garrafas pet, embalagens de shampoo, embalagens de produtos de limpeza e baldes tendem a ser mais reciclados. Por isso, é importante separá-los e entregar para a coleta seletiva ou em pontos de recolhimento e evitar que fiquem no meio ambiente, prejudicando, principalmente, a fauna.
Metais: são bem reciclados e valorizados no mercado. No caso das latinhas de alumínio, por exemplo, quase 100% delas retornam à cadeia produtiva por meio da reciclagem. As latinhas de achocolatados, leite condensado, ervilha e milho, por exemplo, também são bem recicladas, e devem ser mandadas para coleta seletiva.
Vidro: o DF não tem reciclagem de vidro. No caso de copos quebrados, eles devem ser envolvidos com jornal ou acondicionados em garrafas de plástico transparente, para que coletores ou o pessoal das cooperativas vejam e manuseiem com o cuidado necessário, sem se machucar.
Pratos, xícaras e pires de cerâmica ou porcelana quebrados podem preferencialmente ser consertados, ou devem ser destinados como resíduo do tipo materiais de construção, junto à ecopontos.
Papeis: também devem ir para a reciclagem. Jornal velho, caixas de papelão, folhas de sulfite usadas, e embalagens longa vida se encaixam nesse item.
Remédios vencidos: não devem ser jogados na lixeira comum ou no vaso sanitário, pois determinam alto risco de contaminação ambiental. Existem farmácias e postos de saúde que recebem esse material.
Óleo usado: também não pode ser descartado no ralo, pois uma pequena quantidade é capaz de contaminar grandes quantidades de água. Deve ser guardado em recipientes e levado a pontos de coleta especializados.
Pilhas e objetos eletrônicos: devem ser entregues em locais específicos de coleta deste tipo de resíduo, pois também determinam riscos de contaminação ambiental e à saúde caso manuseados de maneira indevida.
Lâmpadas: também precisam de descarte específico, pois caso quebradas, sobretudo as fluorescentes, liberam componentes químicos altamente contaminantes e prejudiciais à saúde humana. As de LED são mais facilmente recicláveis. Devem ser manuseadas com cuidado e descartadas apenas em postos específicos para esse tipo de resíduo.
O que não é reciclável?
Lixo orgânico produzido na cozinha, como cascas, folhas, talos, alimentos crus não são recicláveis. No entanto, podem virar adubo orgânico de alta qualidade, através da compostagem doméstica.
Já o lixo do banheiro vai pros aterros sanitários.
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Quando lavar as embalagens?
Segundo Onofre de Araújo Neto, não é não seria necessário lavar as embalagens. “Para a reciclagem, basta que esejam vazias, livres de seus produtos”, diz ele.
No entanto, como elas são manipuladas por pessoas, nas cooperativas, os restos em decomposição podem ser desagradáveis. “Restos de leite, por exemplo, azedam, cheiram mal, e podem atrair insetos ou outros animais indesejáveis”, explica.
Por outro lado, usar água potável para a lavagem pode ser desperdício de um bem valioso. A sugestão é reaproveitar a água usada para outros fins – como a água residual da lavagem de louça ou de roupas – para limpar as embalagens antes de descartá-las.
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