Inquérito foi aberto para apurar infração de medida sanitária preventiva. Delegado declarou que grupo foi multado ao retornar para a Guiana Francesa. Grupo atravessou o Rio Oiapoque, que divide o Brasil da Guiana Francesa, para participar de festa
Abinoan Santiago/Arquivo G1
Um inquérito apura a conduta de duas enfermeiras e um médico franceses, que teriam atravessado a fronteira para participar de uma festa em Oiapoque, na fronteira do Brasil com a Guiana Francesa. Eles podem responder por crime de infração de medida sanitária preventiva por participarem de aglomeração em área particular sem usarem máscaras de proteção.
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De acordo com o delegado Charles Corrêa, que lidera a investigação na Polícia Civil do Amapá, o caso aconteceu no domingo (5), na comunidade chamada de Vila Vitória.
A polícia diz que o grupo infringiu um decreto municipal que proíbe aglomerações mesmo em local privado.
Os profissionais de saúde também não respeitaram decreto brasileiro que restringe a entrada de estrangeiros até o fim de julho, e entraram ilegalmente. Segundo Corrêa, eles foram multados pela polícia francesa ao retornarem ao país.
Ofício da Polícia Civil do Amapá pede à Polícia Francesa a identificação da equipe de saúde
Polícia Civil/Divulgação
Na terça-feira (7) o delegado enviou uma solicitação ao Centro de Cooperação Policial Brasil-França, que fica em Saint Georges, cidade francesa fronteiriça, pedindo informações acerca dos três profissionais.
Eles ainda não foram identificados formalmente pela polícia brasileira, mas já sabe-se que eles trabalham no hospital da cidade de Saint Georges, na Guiana Francesa.
“Atravessaram a fronteira de forma clandestina. Fomos até o restaurante onde os três se evadiram. Oficiamos em busca da qualificação desses enfermeiros e desse médico por infringirem norma preventiva de combate ao coronavírus”, completou Corrêa.
Na festa, realizada num restaurante de Oiapoque, também havia brasileiros. Todos sem uso de máscara de proteção, o que é contra decreto do governo do Estado.
“Reputamos que a conduta seria de grande gravidade por se tratar de profissionais de saúde franceses que atuam diretamente no combate ao Covid-19 em território francês, onde se esperava deles uma conduta exemplar na prevenção ao contágio do novo coronavírus”, escreveu o delegado ao pedir informações à polícia francesa.
Polícia Civil em Oiapoque, no Amapá
Reprodução/Rede Amazônica
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