Máscaras produzidas pela ONG Pipa Social vão ser doadas no Hemorio e em grupos de apoio no Rio e em Niterói. Proteção é fundamental para quem tem saúde debilitada pela doença e pelo tratamento. A aposentada Márcia usando máscara doada em Niterói, onde faz tratamento de um câncer de mama.
Divulgação
Com a pandemia de coronavírus, a máscara virou item obrigatório entre os acessórios do dia a dia, no Rio. Para pacientes oncológicos, ela pode ser uma questão de sobrevivência. E para não deixar que essa proteção falte a pacientes carentes, a Fundação do Câncer iniciou a campanha #UmporTodos, para a confecção e doação de máscaras para essas pessoas.
A ação da Fundação do Câncer em seu site tem por objetivo arrecadar recursos, que são destinados a compra de material e pagamento de costureiras da ONG Pipa Social, que atua na geração de renda de 49 comunidades do Rio e da Baixada Fluminense através da costura e artesanato.
As máscaras vão ser destinadas a pacientes oncológicos, cuidadores, acompanhantes e pessoas de grande vulnerabilidade social. A distribuição ficará a cargo da entidade filantrópica Davida – Casa do Bom Samaritano. Os primeiros lotes serão entregues para pacientes do Hemorio, do Movimento Outubro Rosa Niterói e Movimento Unidas pela Vida.
Moradora de Itaipu, a aposentada Márcia Maria Rodrigues de Souza, de 54 anos, se desloca com frequência, acompanhada do filho, até o Centro de Niterói, onde trata um câncer de mama, a doação das máscaras chega em boa hora.
“Desde que descobri a doença, há dois anos, e iniciei o tratamento não consegui mais trabalhar, por causa dos efeitos colaterais dos remédios e procedimentos. Qualquer ajuda nesse momento tão difícil de pandemia com certeza é fundamental. O que vou economizar com máscaras posso investir em alimentação”, disse Márcia, que não pode ficar sem acompanhamento médico.
Campanha visa arrecadar fundos para compra de material e pagamento das costureiras da ONG Pipa Social, que confeccionam as máscaras.
Divulgação
Ao mesmo tempo que a ação ajuda Márcia, também colabora para que a aposentada Georgina dos Santos, de 67 anos, moradora do Morro Dona Marta, em Botafogo, na Zona Sul do Rio, complemente sua renda. Ela é uma das costureiras da Pipa Social.
De acordo com os médicos da Fundação do Câncer, os pacientes oncológicos têm chances aumentadas de desenvolver quadros mais graves da Covid-19. Daí, a necessidade de garantir proteção e conscientização dos pacientes e de seus cuidadores.
“A Covid-19 é mais preocupante para alguns grupos de risco. Entre eles, os pacientes com câncer, que têm os sistemas imunológicos frequentemente enfraquecidos pela doença e tratamentos, especialmente em casos de neoplasias hematológicas (problemas no sangue), em quimioterapia ativa e em transplantados de medula óssea”, disse. médico epidemiologista Alfredo Scaff, consultor da Fundação do Câncer.