Segundo o presidente do BC, sistema de pagamentos instantâneos vai se encontrar, no futuro, com um outro projeto da instituição, o ‘open banking’. O presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, disse que o sistema de pagamentos instantâneos PIX é parte do que a instituição vê como sistema financeiro do futuro, culminado com uma moeda digital.
“O Pix é um pilar fundamental”, disse, em um vídeo gravado há dois dias e que foi apresentado nesta quarta-feira (8) no evento Conexão PIX. “A gente imagina que o sistema financeiro no mundo é [no futuro] quase todo digital. E culminando com o que a gente chama de moeda digital, que a gente vê lá na frente.”
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Campos Neto reafirmou os cinco princípios que considera essenciais para o sistema de pagamentos instantâneos (ser seguro, aberto, barato, transparente e rápido) e disse que, mais adiante, o PIX vai se encontrar com um outro projeto do BC, o ‘open banking’.
“No fim das contas, o PIX se encontra com o ‘open banking’ em algum momento. A gente tem outros projetos paralelos que vão melhorar essa função da intermediação financeira no futuro”, disse ele.
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Saques em lojas a partir de PIX
Campos Neto defendeu também que a possibilidade de consumidores fazerem saques em lojas a partir do PIX vai baixar o custo operacional da negociação no varejo. Segundo ele, essa será uma solução considerando a realidade de muitas cidades, especialmente no interior do Norte e Nordeste, onde há dificuldade para transporte de numerários.
Ele pontuou que há cidades que não têm caixas eletrônicos, com bancos retirando a operação de ATMs por questões de segurança. Por outro lado, os lojistas lidam com custos altos para transporte de dinheiro.
“Ideia é fazer com que qualquer estabelecimento comercial seja um lugar onde as pessoas possam sacar dinheiro. Isso vai ser bom para as pessoas, porque elas vão precisar ter menos dinheiro na carteira. Vai ser bom para os estabelecimentos porque vão otimizar o volume de dinheiro que vão manter em estoque”, disse.