Operação foi prorrogada até o dia 20 de julho, com o objetivo de evitar a disseminação do novo coronavírus entre servidores e presidiários. Casa de Prisão Provisória de Palmas é uma das unidades que podem receber novos detentos
Edson Reis/G1
Os presídios do Tocantins entraram na quinta fase da Operação Lockdown. Isso significa que as restrições continuam até o dia 20 deste mês, uma delas visa limitar o recebimento de novos presos em algumas unidades e assim evitar a disseminação do novo coronavírus entre servidores e detentos.
A quarta fase terminou na segunda-feira (6). O superintendente de Administração dos Sistemas Penitenciário e Prisional, Orleanes de Sousa Alves, explica que cada fase da operação dura 15 dias. “Esse é o prazo necessário para avaliar se as unidades prisionais selecionadas permanecem aptas a receberem novos presos com a realização de todo o protocolo necessário para preservar a saúde dos já custodiados e dos ingressos no sistema, a quinta etapa irá até o dia 20”.
Nesta fase, 17 estabelecimentos penais foram selecionados para receber novos detentos. As unidades ficam nas seguintes cidades: Araguatins, Araguaína, Babaçulândia, Tocantinópolis, Colméia, Araguacema, Pedro Afonso, Colinas, Palmas, Lajeado, Paraíso, Miracema, Porto Nacional, Talismã, Gurupi, Dianópolis e Arraias.
Os demais presídios não poderão abrigar novos custodiados. Atualmente o Tocantins tem 38 unidades prisionais, sendo que as 17 unidades selecionadas estão distribuídas em todas as regiões.
A restrição foi estabelecida no mês de maio e acabaria em junho, mas foi prorrogada por várias vezes, tendo em vista os números do novo coronavírus no Tocantins e a vulnerabilidade da população carcerária, pela estrutura física das unidades penais. Além disso, segundo o Estado, o objetivo é impedir a sobrecarga no sistema de saúde.
No mês de abril, houve a suspensão das visitas presenciais e a autorização para que os detentos pudessem fazer telefonemas para as famílias, em dias e horários agendados. Segundo a Secretaria de Cidadania e Justiça (Seciju), todas as medidas são para preservar a saúde dos presos e dos funcionários do sistema.
Apesar de todas as medidas, o coronavírus chegou até as unidades. No dia 27 de junho, o G1 publicou uma reportagem relatando um surto de Covid-19 na Cadeia Pública de Augustinópolis, na região norte do estado. Na época, 66 presos e quatro servidores foram testados na unidade.
No dia 25 de mesmo mês, a Casa de Prisão Provisória (CPP) de Guaraí, na região centro-norte do estado, teve 19 presos e dois agentes prisionais diagnosticados com o novo coronavírus. De acordo com a Seciju, que administra os presídios, os detentos apresentaram sintomas leves e ficaram separados dos demais presos.
As unidades de Araguaína, Araguatins e Augustinópolis também tiveram presos diagnosticados com a Covid-19 no mês de junho.
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