Empresas tem até o fim desta quarta (8) para instalar marcações. Multa por descumprimento é de R$924. Em meio à situação, presidente da RioÔnibus deixa o cargo. Marcações no chão dos ônibus tem objetivo de delimitar distanciamento social de passageiros que viajarem em pé
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Termina nesta quarta-feira (8) o prazo para que empresas de ônibus coloquem as marcações de distanciamento no chão dos coletivos do Rio, medida estipulada pela prefeitura durante a flexibilização na cidade.
Em meio à situação, o presidente da RioÔnibus, Cláudio Callak, deixou a pasta. Questionada sobre o motivo da saída do presidente, a RioÔnibus não respondeu. No lugar de Callak, Eurico Galhardi assume interinamente.
Ainda sobre as medidas protetivas nos ônibus que circulam na cidade, o BRT informou que 70% da frota já têm os adesivos que vão indicar onde os passageiros que viajarem em pé devem se posicionar para respeitar o distanciamento social durante as viagens.
As empresas de ônibus normais não informaram a quantidade de veículos que já possuem as demarcações. O Sindicato dos Motoristas e Cobradores de Ônibus do Rio pede mais fiscalização nos veículos e o cumprimento das medidas. Segundo a organização, mais de 40 trabalhadores do setor já morreram de Covid-19 na cidade.
“É triste. O prefeito assina um decreto, nem todas as empresas cumprem. Um ou outro ônibus possui o adesivo de distanciamento. Mas ninguém cumpre também. Com isso, a fiscalização é precária, muito difícil ter fiscalização. Desse jeito, vai parar muita gente nos hospitais, muitos motoristas infectados e também passageiros infectados”, diz José Carlos Sacramento, vice-presidente do sindicato.
A prefeitura informa que, para cada ônibus que estiver sem esses adesivos a partir desta quinta-feira (8), será aplicada uma multa de R$ 924.