A PM foi chamada, mas até as 6h não havia informações sobre feridos, apreensões e prisões. Globocop flagrou homens armados com fuzis na parte alta de uma favela. Praça Seca tem madrugada de tiroteio nesta quarta-feira (8)
A madrugada desta quarta-feira (8) foi de tiroteio na Praça Seca, na Zona Oeste do Rio. Segundo a polícia, traficantes de uma facção criminosa invadiram favelas dominadas pela milícia.
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Às 6h30, o Globocop flagrou a movimentação de bandidos armados com fuzis na parte alta de uma favela. Alguns usam uma espécie de ‘bunker’ para se abrigar e esconder da polícia, outros seguem pela mata.
Muitos usam roupas pretas, mas um deles está vestido com uma roupa camuflada.
A região da Praça Seca é cercada por várias comunidades, como Barão, Bateau Mouche, Campinho e Chacrinha.
Um relatório da Polícia Civil sobre a violência no Rio mostra que o crime organizado atua em 1.413 comunidades do Rio. O tráfico domina 81% desses territórios e a milícia está em 19% das favelas.
Criminosos circulam armados com fuzis na Zona Oeste do Rio
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Criminosos circulam na parte alta de uma favela
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Criminosos usam uma espécie de ‘bunker’ para se abrigar
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Bandidos tentam se esconder na mata da favela
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Um grupo de bandidos segue pela mata da Grota
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Policiais militares do Batalhão de Jacarepaguá foram acionados e usam blindados para percorrer a região. O patrulhamento foi reforçado na Rua Cândido Benício.
Até as 6h, não havia informações sobre feridos, apreensões e prisões.
Por conta dos tiroteios durante a madrugada, as ruas estão vazias nesta manhã.
No início de junho, uma liminar do ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), restringiu as operações policiais nas comunidades do Rio durante a pandemia.
As ações são permitidas somente em casos excepcionais. Nesses casos, a liminar determina que sejam adotados cuidados para que a população não seja colocada em risco.
Madrugada foi de tiroteio na Praça Seca
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Praça Seca, na Zona Oeste do Rio
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Laboratório da milícia
A região da Praça Seca virou uma espécie de laboratório da milícia no estado. A Polícia Civil afirma que a união de grupos paramilitares desbancou o tráfico e passou a comandar as comunidades praticamente sem resistência.
O panorama hoje é bem diferente do de dois anos atrás, quando conflitos entre milicianos e traficantes pelo domínio dos morros do bairro eram quase diários.
Por trás dessa tática está Wellington da Silva Braga, o Ecko, herdeiro da Liga da Justiça e apontado hoje como o chefe da maior milícia do RJ.
Guerra
A guerra entre traficantes e milicianos na Praça Seca é antiga. Em março de 2018, o Globocop flagrou a movimentação de bandidos na região.
Um vídeo mostrava criminosos trocando tiros e bloqueando o BRT Transcarioca, que liga a Barra da Tijuca ao Aeroporto Internacional Tom Jobim.
O Globocop primeiro mostrou homens procurando se proteger atrás de um muro e atirando na direção contrária. Na sequência, o bando entra em diversos carros e foge. Os criminosos chegaram a parar o trânsito na Rua Cândido Benício, bem em frente à estação do BRT. Alguns correm, mas outro grupo atravessa calmamente carregando armas de grosso calibre, inclusive fuzis. Poucos minutos depois, o Globocop encontrou um dos carros abandonado.