A média histórica para o período, que era de 888,8 milímetros, ficou em 617,1, segundo dados da Sabesp. Represas operam com metade da capacidade. Represa do Rio Jundiaí, em Mogi das Cruzes
Alessandro Batata/TV Diário
O volume de chuva registrado entre janeiro e julho nas represas do Sistema Alto Tietê ficou abaixo da média histórica, segundo dados da Companhia de Saneamento Básio do Estado de São Paulo (Sabesp).
Enquanto a média dos anos anteriores era de 888,8 milímetros, a pluviometria acumulada ficou em 671,1 mm nos primeiros sete meses do ano, cerca de 24% menos.
Em julho de 2020, o volume operacional das represas também foi inferior ao registrado no ano passado e elas operam com apenas 50,2% da capacidade.
Pela primeira vez desde 2016, sistema Alto Tietê encerra ano com chuvas acima da média histórica
Ao todo, foram 217,1 milímetros a menos em comparação com a média histórica. Neste período, apenas janeiro, fevereiro e junho alcançaram o esperado (confira o gráfico acima).
O índice mais baixo foi registrado em abril. Enquanto a média dos anos anteriores era de 95,8 mm, o volume do mês ficou em 3,7 milímetros.
A baixa nas chuvas também atinge a operação das represas. Ainda de acordo com a Sabesp, os cinco reservatórios que integram o sistema operam com metade da capacidade. Em julho de 2019, os mananciais operavam com 86,35%.
Nível das represas do Alto Tietê em 31 de julho
O sistema
O Sistema Alto Tietê abastece 5.051.837 de pessoas. Ele é composto pelo conjunto de mananciais e represas: Ponte Nova, Paraitinga, Biritiba, Jundiaí, Taiaçupeba. Atende as seguintes regiões: Zona Leste da Capital, Itaquaquecetuba, Arujá, Mogi das Cruzes, Poá, Suzano, Ferraz de Vasconcelos, Mauá e parte de Guarulhos.
A operação do Sistema Alto Tietê começou em 1992. Com a demanda crescente da população, ele foi ampliado e, além das represas de Taiaçupeba e Jundiaí, passou a ser composto também pelos reservatórios de Paraitinga, Ponte Nova e Biritiba.
A interligação entre as barragens é realizada por meio de túneis, canais e estações elevatórias. Além do abastecimento público, o Sistema Alto Tietê ainda atende ao controle de cheias da região, pois armazena grande quantidade das águas provenientes das chuvas ocorridas em suas cabeceiras.