Segundo a Secretaria da Justiça, do Trabalho e de Defesa do Consumidor (Sejuc), o retorno ocorrerá de forma gradual. Cabine de desinfecção em presídio
Sejuc/Divulgação
A primeira etapa da retomada das visitas aos internos das unidades prisionais de Sergipe iniciou nesta segunda-feira (14), após quase seis meses de suspensão em virtude da pandemia do novo coronavírus. A flexibilização foi possível por causa da redução do número de casos da Covid-19 no estado.
Mapa mostra casos e óbitos por município
Segundo a Secretaria da Justiça, do Trabalho e de Defesa do Consumidor (Sejuc), o retorno ocorrerá de forma gradual.
“Estamos superando mais uma etapa, reiniciando as visitas nas unidades prisionais, com a abertura gradativa para os visitantes. A princípio, um visitante por interno, durante um período mais curto, para que depois possamos avaliar a situação da contaminação tanto no estado, quanto no interior das unidades. Se tudo transcorrer bem, até o mês de dezembro, estaremos com a visitação totalmente regularizada”, disse o secretário da pasta, Cristiano Barreto.
O secretário comentou sobre as medidas tomadas durante o tempo em que as visitas ficaram suspensas. “Instituímos um protocolo de prevenção e combate ao coronavírus, que incluía a abertura de um pavilhão de emergência em Areia Branca. Inauguramos de forma excepcional esse pavilhão, com o conhecimento e a anuência do Tribunal de Justiça, para abrigar os presos das delegacias de polícia e novos presos que ingressam no sistema. Paralelo a isso, foram adotadas outras medidas como o reforço de equipes médicas de saúde nas unidades prisionais, a distribuição de equipamentos de proteção individual, instalação de pias, aumento do número de materiais de limpeza, higienização constante das unidades e dos veículos”.
Coronavírus no sistema carcerário de SE
Em maio foi confirmada a morte de um preso de 32 anos em decorrência da Covid-19. Outros treze testaram positivo e foram isolados.
Durante a suspensão das visitas, cerca de 1/5 da população carcerária, segundo o secretário. “Dos internos testados, verificamos que cerca de 80% da população carcerária nunca teve contato com o vírus, o que mostra a eficiência do isolamento que foi planejado desde o começo”, relatou Barreto.
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