Processo voltou para a Justiça Militar. Gilberto Almeida e uma amiga foram atingidos em uma abordagem da BM, quando estavam em um carro de aplicativo dirigido por um foragido.

O Ministério Público do Rio Grande do Sul entendeu que há “ausência de indícios concretos da prática de crimes dolosos contra a vida” por parte dos policiais que atiraram contra o angolano Gilberto Almeida, e a amiga dele Dorildes Laurindo, em Gravataí, na Região Metropolitana de Porto Alegre.

Na ação, ocorrida em maio, Gilberto foi ferido e Dorildes morreu.

Segundo o MP, o motorista de aplicativo que transportava o casal desobedeceu uma ordem de parada da polícia. Ele mandou os passageiros descerem do carro e disparou três vezes contra a Brigada Militar, o que teria feito com que os policiais revidassem.

Com o entendimento do 1º promotor de Justiça de Gravataí, Fernando de Araujo Bittencourt, de que não há evidências de crime por parte dos três brigadianos envolvidos na ação, a investigação terá continuidade no âmbito do Ministério Público Militar.

Com isso, o caso retorna para a 2ª promotora de Justiça Militar de Porto Alegre, Isabel Guarise Barrios, onde o processo havia começado a tramitar. Foi ela quem remeteu os autos para o Tribunal do Júri para que o promotor Bittencourt avaliasse se houve crime doloso contra a vida.

Como o promotor afastou a hipótese, o processo foi remetido novamente a ela.

“Vou analisar as provas existentes para avaliar se há crimes residuais e, se for o caso, oferecer denúncia contra os policiais na Justiça Militar”, explica a promotora.

Os brigadianos foram indiciados pela polícia por crime militar.

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